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sexta-feira, 15 de março de 2013

Lucas: 12 meses

Lucas completou seu primeiro aniversário no dia 1o de março. Celebramos em petit comitê só com a irmã, nós e os avós, um bolinho nu, decorado pela Alice, meia dúzia de pratinhos, copinhos e chapéus de papel. Muito amor e alegria. Perfeito! Lucas é adorável. Um bebê delicioso, cheio de charme. Amo cada pedacinho dele e a cada dia que passa tenho a certeza de que ela é o menininho mais lindo do mundo. Diferente da irmã, Lucas, aos 12 meses, não fala nada além de "ahhhhhh", seguido de um dedo em riste que aponta na direção daquilo que quer. Comunica-se perfeitamente dessa forma. E não mostra nenhuma intenção de ir além do "ahhhhh" por enquanto! Tal qual a irmã, não demonstra nenhum interesse em andar. Está feliz da vida engatinhando e andando agarrado aos móveis da casa! E, ainda que isso seja bem cansativo para mim, eu acho o máximo... sempre amei aquela bundinha de fralda rebolativa pela casa. Dorme direitinho, só acorda umas 2 vezes entre 19.30h e 6.30h. As vezes acorda 3 ou 4. As vezes vai parar na minha cama porque estou cansada demais para ficar sentada com ele na poltrona até ele cair no sono de novo. Outras vezes mama rapidinho e capota de novo no bercinho dele. E eu adoro as duas situações. Acordar com ele agarradinho em mim na minha cama é delicioso! Estou exausta, isso é lógico, mas, sei que isso logo acabará e eu morrerei de saudades de cada momento que passei acordada na madrugada com ele! Ainda mama, em livre demanda, e não demonstra o menor interesse em desmamar. Eu amo amamentar, e, as vezes, no cansaço extremo ou após uma bela mordida, penso em desmamar. Depois passa o pensamento e eu continuo amamentando, e amando cada segundo disso! Um dia eu sei que ele vai desmamar, e eu, bem, vou sentir uma saudade enlouquecida dele agarradinho em mim, me olhando com aqueles olhos amendoados que só surgem quando ele está no peito. Lucas é um jacaré, já tem 8 dentes bem nascidos! O sorriso dele é delicioso, cheio de dentinhos esbranquiçando aquela boquinha tão bem recortada. O sorriso dele é meigo, é cativante. Não tem a gargalhada solta que nem a irmã tinha, é bem mais contido no "gargalhometro", mas dá umas gargalhadinhas bem gostosas, especialmente para a irmã. Lucas é APAIXONADO pela irmã. Quer fazer tudo que ela faz e ficar com ela o tempo todo. E esse amor é retribuído. Algumas vezes dá confusão. Ele ama tanto que acaba, no seu jeitinho todo especial e sorvetão de ser, destrambelhadamente machucando a irmã. Ela chora, briga, diz que queria ter tido uma irmãzinha, e não um irmãozinho, porque meninas são mais jeitosas e não a machucariam. Mas, 10 minutos mais tarde ela muda de idéia e já o ama loucamente de novo. Não consigo lembrar como era não amar o Lucas. É como se ele sempre tivesse existido nessa família que ele veio completar. Parabéns, Lucas, e obrigada pelo seu primeiro ano enchendo essa família de alegria!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tem dia que a corda estica

Já tinha 3 noites que eu não dormia direito, as crianças acordando direto. Então o sono estava pesado. Daí que fui me abaixar para pegar o naniquinho de 10kg e, pimba, uma dor fortíssima no meu ombro. Mal conseguia mexer o braço esquerdo. A dor era tanta que eu tinha a sensação do braço estar pesando uns 100kg. Mesmo parado, doía. Somou-se a isso o fato do Lucas, por estar acordando muito durante a noite, estar chorão e exigindo muito de mim. Só queria colo o dia inteiro. Mas, como todo bebê de 1 ano, não parava quieto quando vinha para o colo. E o ombro, a cada movimento, parecia queimar. Não deu outra, no meio da tarde o cansaço venceu e eu desabei. O choro subiu fácil. Na hora eu estava na aula de acrobacia da Alice, onde todos me conhecem e, imediatamente, ficaram preocupadíssimos que alguma coisa podia ter acontecido para me ver assim, porque quase sempre sou sorridente e brincalhona. E eu tive que explicar: "não é nada, a corda esticou e quebrou, só isso... faz parte de ser mãe, né?" As pessoas idealizam a maternidade, acham que é tudo lindo e maravilhoso. E, quando alguém ousa reclamar de qualquer coisa, sempre aparece alguém para soltar a infâmia de que "ser mãe é padecer no paraíso"! Ok, vamos por partes nessa daí. Sim, eu AMO ser mãe e não trocaria esse meu "emprego" por nada nesse mundo. AMO meus filhos e ADORO estar com eles sempre. Optei por não trabalhar fora de casa, justo para isso, poder tê-los comigo sempre. Mas, vamos combinar que nem por isso a minha vida é só delícias! Existe o lado B dessa vida! Mãe que não trabalha fora e não tem babá, não tem trégua, não tem férias, não tem final de semana, não tem expediente, não tem pausa. Mãe que não trabalha fora e não tem babá não pode ficar na cama no dia que está com febre e com dor. Mãe que não trabalha fora e não tem babá fica de plantão dia e noite, noite e dia, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 12 meses por ano, sempre, sempre, sempre! E isso, acreditem, não é pra qualquer um. Mãe que passa o dia inteiro com filho ouve voz de criança o dia INTEIRO, faz exercício físico o dia inteiro, dificilmente passa um dia sem ouvir um choro, raras vezes passa um dia inteiro sem ouvir pelo menos uma manha, por mais educadinho que seja o filhote. Mãe que não trabalha e não tem babá tem que se programar com 1 ou 2 meses de antecedência, porque um simples imprevisto, como uma ida a uma emergência ortopédica, exige um exercício de "você pode pegar pra mim, dá pra você ficar com ele, será que te atrapalharia?" Mãe que não trabalha fora e não tem babá, na hora que o bicho pega, prefere adiar uma visita à emergência do que deixar o filho em casa com alguém. A mãe que não trabalha fora e não tem babá tem que se virar em 2, 3, ou 4 quando um filho, ou dois, adoecem. Tem que encontrar uma fórmula mágica de ficar com os dois quando choram de noite. Mãe que não trabalha fora e não tem babá, tem dia, e são muitos deles, que chegam ao final do dia cheias de dor de cabeça e nem mesmo um bom remédio resolve, porque os filhos (praticamente todos os exemplares do mundo) não chegam ao mundo com controle de volume, e, pedir para um filho para de chorar é compreensível, mas pedir para uma criança parar de brincar alegremente e em voz bem alta com seu irmão querido que, por sua vez, grita de alegria com tudo que a irmã faz, não é razoável. Então, você que está pensando em viver essa experiência de ser mãe que "não faz nada", que "fica em casa o dia inteiro", pense bem se tem estrutura para isso, e, se decidir que tem, bem, aceite o fato que tem dia que a corda estica e estoura, e, nessa hora, esteja onde estiver, você vai desatar a chorar que nem bezerro desmamado, porque, veja bem, você é humana! Mas, lembre-se que vai passar e que, no final, tudo vale a pena. Na hora que seu filho te der aquele abraço na cama e te disser que te ama, você vai conseguir re-afinar essa corda que esticou...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ainda sobre a Liga das Piores Mães do Mundo

"Mãe, não é justo, eu já tenho CINCO anos, já posso fazer um monte de coisas e você não me deixa fazer NADA!" declarou ela, revoltada, num momento de reflexão. "Não deixo fazer nada? O que, exatamente, você quer fazer, que eu não deixo? Se me explicar, direitinho, quem sabe eu deixo?" cutuco, esperando para ver o que ela iria pleitear. "Por exemplo, você NUNCA me deixa encostar em nada nos banheiros públicos!" E, assim, fechou a cara e confirmou que eu sou a PIOR mãe do mundo! Agora estou pensando seriamente em liberar que ela e esfregue nas paredes dos banheiros de estrada nas nossas viagens!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

LPMM - A Liga das Piores Mães do Mundo

No carro, os filhos da minha prima conversavam. "Que nada, a Tia Mari é MUITOOOOO pior que a mamãe, ela não deixa nem a Alice entrar na internet!", disse um. "Verdade, e, acredita que ela não tem NET em casa?" Retrucou o outro. E, assim, eu fui promovida a presidente da Liga das Piores Mães do Mundo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A circuncisão na visão infantil

Lá estava eu dando banho no Lucas e o primo de 8 anos ajudando. Então ele me explica: "Tia, como o Lucas ainda é muito pequeno, só precisa lavar o pintinho dele de leve. Quando ele for mais velho, vai precisar lavar melhor. Tem que abrir um pouco a pele. Agora não pode, senão arde. Mas se não fizer assim quando ele for mais velho, aí vai acontecer que o pinto cresce demais e tem que cortar um pedaço fora... que nem aconteceu com o meu pai..." Nem preciso elaborar muito sobre a gargalhada que não consegui conter, né?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O banho dos homens adultos

Alice toma banho com o pai com alguma frequência. Não necessariamente por pudor, mas talvez para preservar um pouco a baixinha, meu marido costuma tomar banho de cueca quando está junto com ela. Na verdade o costume começou quando ela ainda era bebê, e soubemos de um amigo cuja filha acabou apertando, inadvertidamente, o que não devia, causando grande dor no pai. Daí o costume ficou e, até hoje, ele toma banho assim quando ela está junto. Hoje, era eu quem estava tomando banho com ela. "Mãe, porque é que os homens adultos tomam banho de cueca?" "Mmmmm... boa pergunta... o pior é que eu juro que não sei a resposta..." Pega de surpresa, eu não sabia muito o que deveria responder, precisava comprar tempo para pensar numa resposta que não criasse um tabu. "Será que é porque eles sentem muito frio na perereca?" Questionou. A minha gargalhada não teve como ser contida. "Filha, acho que não tomam não... o papai só toma de cueca porque acho que ele fica meio tímido de ficar pelado na frente de meninas." "Mmmmm... talvez..." respondeu a nanica bem pensativa. "É, eu também sou meio tímida. Fico com vergonha de falar com pessoas que eu não conheço. Mas, não ligo de tomar banho pelada com o papai não, tá." E assim ela pareceu satisfeita com a resposta e deu o assunto por encerrado... veremos até quando!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pais adotativos

Papo de neta e avó: "Meus pais são adotativos, porque eu vim do espaço! Mentira, meu avô disse que eles me encontraram num cestinho, mas não é verdade. Meus pais não são adotativos. Eu sei disso porque minha mãe encontrou, naquela bagunça HORRENDA*, um livro lindo que contava a história do dia que eu nasci!" Sim, essa é a minha filha não adotativa! * A bagunça HORRENDA a qual ela se refere é, nada mais, do que o quarto dela, que estava um CAOS e foi inteiramente organizado, junto com ela, essa semana!