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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Chameguinho matinal

Hoje eu estava cansada. Mesmo sendo Lucas o bicho dorminhoco que é, acordar para amamentar e ainda ter que, vez por outra, atender aos chamados da Alice no meio da noite, depois de um tempo, atrasa o sono. E hoje a preguiça veio cobrar o atraso.
Aproveitei o friozinho da manhã e a chuva, coloquei Lucas e Alice na cama comigo, liguei o aquecedorzinho que tenho no catinho do quarto, liguei a TV na programação infantil da TV Futura e tirei um cochilo amamentando o Lucas, que logo dormiu também.
Alice, assim que percebeu que eu estava meio cochilando, se deitou atrás de mim, me abraçou, apoiou sua cabecinha no meu ombro e ficou ali, toda cheia de chamego, vendo TV comigo.
Assim ficamos, nós 3, num longo cochilo preguiçoso, por cerca de 2 horas. Foi então que Lucas acordou e começou a fazer seus deliciosos barulinhos de bebê feliz e Alice se levantou, deitou-se ou lado dele, acarinhou seu rostinho e, num sussurro, falou: "Shhh, irmão... fica bem quietinho... a tua irmã está aqui... a mamãe está cansada e tirando um cochilo... Não acorda ela não!"
Eu, fingindo dormir para respeitar e agradecer o zelo da minha pequena, tive que me conter para não rir e para não pular naquelas bochechas lindas e cobrir a minha filhota de beijos apertados e mega melados!
E assim ficamos, por mais uns 30 minutos, eu fingindo dormir, Alice deitada ao lado do irmão fazendo mil carinhos nele e tentando, em vão, conter seus deliciosos gritinhos tipicamente "bebezísticos"!
É... ser mãe vale muito a pena!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lógica Alicense

Alice queria sorvete de creme com calda de chocolate. Coloquei os quadradinhos do chocolate no petinho de vidro, com um pingo de leite. Joguei no microondas. Tirei e misturei bem. Deliciosamente chocolatemente quente! Peguei o sorvete e o joguei no potinho onde já estava o chocolate. Dei para a Alice comer.
"Mas, mãe... esse sorvete tá deitado! Eu gosto do sorvete EM PÉ!"
Oi? Como assim? Sorvetes não ficam de pé, filha! Ou será?
"Mãe... o sorvete, quando tá em pé, o chocolate fica EM CIMA dele!"
Peguei um novo potinho, cuidadosamente transferi o sorvete para ele, joguei a calda por cima e, voilá, o sorvete, milagrosamente, estava de pé!
Um dia, talvez, Alice aprenderá que é um grande desperdício de calda de chocolate quando o sorvete fica de pé!

sábado, 7 de julho de 2012

O papel dos pais

Hoje vou só compartilhar um texto para leitura e reflexão.
Vou amadurecer meus pensamentos e volto depois para dar minha opinião!
Why are American Kids So Spoiled?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Irmã Ciosa

Expliquei para Alice que, quando ela está doentinha, não deve ficar agarrando o irmão, para evitar que ele também fique doente. Não é uma explicação muito útil, já que ela acredita que quando está sem febre, não está doente. Mas, vale sempre reforçar para tentar, ao máximo, evitar esses ciclos infinitos de viroses compartilhadas.
Ontem, no carro, Alice começou a se sentir mal. Com frio e sonolência, ela mesma avisou que achava que estava com febre. Imediatamente peguei uma mantinha do Lucas e a cobri com ela. Alice, num movimento rápido, e um ar bravo, arrancou a manta e a jogou para longe.
"Alice, porque fez isso, filha. Você está com frio e teu irmão está te emprestando a mantinha dele para você ficar quentinha!" expliquei.
"Não, mãe! Eu estou doentinha, se eu usar a mantinha dele, minhas bactérias da febre vão ficar na mantinha e ele vai ficar doente!" retrucou, brava, Alice.
E, eu, derreti!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Testando Conceitos

CENA 1
Alice jantava com o amigo que, ao ver o desenho de um homem na embalagem de suco, anuncia: "É de menino, olha aqui, tem um menino desenhado!"
Eu, rapidamente, tentando resgatar o único sabor de suco que minha filha toma, respondo: "uai, mas meninas, um dia, se casam com meninos, então, podem tomar esse suco também, né?"
Alice, rindo, diz: "Mãe, você falou meninas casam com meninas????"
E eu, na lata: "Não foi o que eu falei, mas, sim, casam sim, desde que haja amor, podem casar sim..."
Alice e o amigo riem da minha suposta maluquice e o assunto descamba para o quanto gostam do suco de uva e não do suco de sei lá mais o que.

CENA 2
Alguns dias mais tarde, Alice anuncia: "Não vou mais querer ser casada com o Bê! Agora quero casar com a Luisa!"
Eu dou uma risada, achando graça na declaração. A avó olha para ela e diz, instintivamente, que não pode casar com a melhor amiga.
Alice, sem titubear, responde: "Posso sim! Minha mãe falou que meninas podem casar com meninas e eu prefiro ser casada com a Luisa porque eu amo ela!"

Conceito testado e, espero, idéia de que não existe regra social para o amor registrada!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Portugueses

Estávamos chegando em casa quando Alice viu, na portaria, um monte de cadeiras que estavam empilhadas para uso durante a reunião de condomínio, e daí me surgiu com a conversa mais hilária da minha vida.
"Mãe, eu acho que essas cadeiras são para aquela reunião que vai ter!"
"Que reunião, filha?"
"A que a tia falou, a que vai tentar salvar o nosso planeta, o Brasil!"
"A Rio +20?"
"Essa mãe, a Brasil +20!"
"É mesmo filha? E você sabe quem vem nessa reunião?"
"Pessoas de todos os planetas! Será que podemos ir?"
"Pra que, filha?"
"Pra conhecer os portugueses, os de verdade!"
(Ela quer conhecer os Portugueses desde o dia que aprendeu que os portugueses descobriram o Brasil!)
"É, filha, podemos tentar ir sim!"

E, assim, tão logo comece o evento eu vou ter que dar um jeito de ir lá apresentar alguns portugueses para a minha filha!

domingo, 27 de maio de 2012

Independência

Domingo, 09:30h, acordo e peço ao marido para ir acordar a Alice, que foi dormir tarde na noite anterior e, acreditava eu, ainda dormia. Marido vai até o quarto dela e, de lá, com voz preocupada, avisa que ela não está na cama. Digo que ela deve estar se escondendo debaixo da cama, como faz com freqüência. Ele procura, e NADA. Saio pela casa chamando por ela, já que ela adora brincar de se esconder e, não raro, se enfia em cantos inacreditáveis dentro de casa. Mas, nada dela aparecer ou responder aos chamados.

Pausa para explicar algumas coisas, antes que chamem o conselho tutelar!
Não temos o hábito de passar chave na porta, nos bastamos em bater a porta. Nosso prédio é pequeno e quase todo mundo se conhece ou, se não conhece, sabe quem é. Nem mosquito passa pela portaria aqui de casa sem o porteiro identificar, é um prédio bastante seguro. Por conta do uso do ar condicionado no verão e da presença de uma pastora alemã assaz abusada que adora uma cama, dormimos com as portas dos quartos fechadas, tanto a porta do nosso quarto, quando a do quarto das crianças. Para saber o que rola no quarto das crianças, eu tenho uma babá eletrônica, e SEMPRE acordo, com o mais suave barulhinho. Então, voltemos ao que interessa, a minha desaparecida.

Por um segundo, paro e tento pensar se ainda tem algum esconderijo que tenha escapado à minha atenção, e, uma luz pisca na minha cabeça: A CASA DA AVÓ. Sou vizinha de porta da minha sogra e, lógico, Alice só poderia ter ido pra lá. Como relâmpago, vamos até a porta da minha sogra e tocamos a campainha. Seguramos o fôlego, por segundos, com a dúvida: "E se ela não estiver aí?" Mas estava, e pudemos respirar fundo de novo. A vontade era de dar uma bronca sem igual na pequena, mas, o alívio era tal que só consegui abraçar forte e dizer, com firmeza, que ela não podia fazer aquilo comigo, e que eu tinha ficado muito preocupada quando não a encontrei em casa.
O curioso foi que ela saiu quietinha, evitando, de propósito, fazer qualquer barulho, já que sabe que, pela babá eletrônica, eu ouço TUDO. Normalmente eu acordo com o som dela sentando na cama (pois é, acredite, o ouvido é tão treinado que eu identifico esse som!), e, juntou um cansaço extremo de uma semana de filho doente em casa, com uma filha louca para ganhar a independência de sair de casa sozinha, e eu, pela primeira vez na vida, não acordei.
E, com isso, aos 4 anos de idade, Alice sente-se apta a sair de casa sozinha! E a mamãe decidiu que, além de passar a chave na porta, vai colocar uma gradinha na porta do quarto das crianças, porque, apesar da Alice saber abrir a grade, é impossível fazer isso em silêncio absoluto!