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Mostrando postagens com marcador irmãos. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Irmã Ciosa

Expliquei para Alice que, quando ela está doentinha, não deve ficar agarrando o irmão, para evitar que ele também fique doente. Não é uma explicação muito útil, já que ela acredita que quando está sem febre, não está doente. Mas, vale sempre reforçar para tentar, ao máximo, evitar esses ciclos infinitos de viroses compartilhadas.
Ontem, no carro, Alice começou a se sentir mal. Com frio e sonolência, ela mesma avisou que achava que estava com febre. Imediatamente peguei uma mantinha do Lucas e a cobri com ela. Alice, num movimento rápido, e um ar bravo, arrancou a manta e a jogou para longe.
"Alice, porque fez isso, filha. Você está com frio e teu irmão está te emprestando a mantinha dele para você ficar quentinha!" expliquei.
"Não, mãe! Eu estou doentinha, se eu usar a mantinha dele, minhas bactérias da febre vão ficar na mantinha e ele vai ficar doente!" retrucou, brava, Alice.
E, eu, derreti!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ovos em fuga

Desde o nascimento do irmão, Alice vive um dilema sobre dormir na casa da avó. Ao mesmo tempo que quer, usa a desculpa de que o irmão ficará com saudade dele e não vai. Nesse "vai não vai", decidiu que dormiria lá na noite de sábado para domingo próximo, e, para reafirmar isso, declarou:
"Eu preciso dormir na casa da vovó porque o coelhinho da páscoa não pode passar lá em casa, senão a Luna (nossa pastora), pega ele... e os ovos, é claro... o coelhinho ainda pode fugir, mas os ovos não, né?"
E, seguindo essa lógica veremos se realmente ela conseguirá vencer o dilema!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ciclos que se encerram, ciclos que se iniciam!

Em Maio de 2010, sentados, olhando pela janela, o marido e eu chegamos à conclusão que a hora de aumentar a família tinha chegado. Alice já estava com 2 anos e não queríamos que ela fosse filha única. Logo em seguida eu tirei o Mirena e foi dada a largada para o novo projeto.
Mas, nada é são simples assim e a vida real nunca é, exatamente, como planejamos. E, assim que começamos, precisamos dar uma pausa para uma reflexão sobre o assunto. Meu marido adoeceu e precisou passar por uma cirurgia delicada com urgência. Já não tínhamos certeza de que seria possível levar nosso projeto adiante, o que nos fez sofrer muito. Mas foi por pouquíssimo tempo, logo fomos informados que nada precisava mudar e que, sim, era possível tentarmos ter nosso segundinho.
E assim começou a saga dos abortos de repetição, como contei anteriormente (AQUI).
Com isso, o filho que sonhamos em ter em março de 2011 foi adiado por um ano, e eu passei por aquilo que chamo da gravidez mais longa da história. Foram praticamente 21 meses grávida...pode parecer um raciocínio esquisito, mas, depois de passar por 21 meses de planejamento e gestações, a proximidade do final do ciclo reprodutivo é, ao mesmo tempo, um momento de extrema alegria, de extrema ansiedade e de alguma angústia.
Posso tentar explicar, ainda que, provavelmente, não faça muito sentido na cabeça de ninguém que desconheça esse longo e árduo processo de tentativas vãs de reprodução.
Foram 21 meses onde o principal foco da minha vida era conseguir engravidar e levar adiante a gravidez. Foram 21 meses de ansiedades pela concepção, por um coração pulsante, por uma gestação normal. Foram 21 meses de exames variados, de procedimentos tristes, de momentos de alegria plena e outro de profunda tristeza.
E, nos últimos 9 meses, foram injeções diárias de heparina, muitos medos e terrores, muitos alívios, muitas alegrias, muitas angústias. Foram 9 meses onde o medo me impedia de curtir, onde a alegria suprimia o medo que fazia questão de tentar vencer a alegria.
E, agora, em menos de 3 semanas, tudo terá se encerrado e eu terei meu filho nos meus braços, um sistema reprodutivo aposentado, e toda uma vida sem as preocupações que tanto me assombraram e ocuparam por tanto tempo!
E assim começará meu novo ciclo como mãe de dois!

ps - como essa reta final é muito cansativa e nossa cabeça já não está mais no mode "raciocínio lógico", tentarei dar uma aparecida por aqui, mas não prometo nada... se eu não aparecer, prometo dar o ar da graça assim que Lucas fizer seu debut!

domingo, 25 de dezembro de 2011

O Amor fraternal

Alice me entrega um embrulho de presente e avisa, empolgadamente, que é para o Lucas. ela mesma começa a abrir até revelar uma chupeta velha. E, exclama, explicando:
"Mãe, é a minha chupeta velha, eu nunca usei mesmo, né? Então eu dou pra ele! Acho que ele vai gostar, né?"
E eu quase morro de amores pela minha filha que já é tão apaixonada pelo irmão... até a primeira Barbie decapitada!
Feliz Natal para vocês também!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PeLinatal

Por uma grata conicidência, justamente quando eu estou preparando Alice para a chegada do irmãozinho, as pessoas que eu conheço e gosto resolveram começar a dar a luz. Com isso estou tendo a oportunidade de mostrar para a Alice como é toda a função do nascimento de um bebê. Curiosamente, um dos bebês que levei a nanica para visitar nasceu na mesma maternidade onde Alice nasceu e Lucas nascerá, com isso pude mostrar para ela como será o "passo a passo" do dia do parto. Ela está achando um barato essa onda de "fábrica de bebês", mas está cheia de perguntas.
"Mãe, quando você for ter o Lucas lá na PeLinatal, vocÊ vai andar naquele carrinho de mães que vimos na outra maRtenidade?" (O tal carrinho de mães é a maca, que ela viu na visita que fizemos ao segundo bebê nascido essa semana)
"Sim, filha... devo andar nele sim..."
"Eu posso ir junto para passear naquele carrinho de mães?"
"Eu vou pedir pro enfermeiro deixar você vir junto com a mamãe até o elevador, tá?"
E, pronto, ela está em êxtase!

Além disso, ela está sendo "adestrada" sobre o comportamento a ser adotado em visitas a recém nascidos e, quando falamos em ir visitar um deles, ela já enuncia: "Regra número 1: Silêncio! Regra número 2: Não chegar muito perto do bercinho!"
E assim vamos nos preparando para a chegada do nanico... com a certeza de que, na hora H, todo esse preparo vai por água abaixo e ela terá todas as reações típicas de uma irmã mais velha!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O outro

Essa tese não é minha. Não sei de quem é, me foi contada por aí, por várias pessoas, portanto é impossível creditá-la a quem de direito. Mas, repito, não fui eu quem bolou essa tese, não quero roubar o crédito de ninguém. Mas, como acho a tese genial, replico ela aqui para quem quiser ler.
A chegada do segundo filho é sempre uma encrenca. Por mais que o primeiro filho queira um irmão, que ele diga com todas as letras que está achando o máximo a chegada deste irmão, lá no fundo ele vive um enorme conflito que um adulto é incapaz de compreender. Mas, talvez a comparação mais aproximada seja essa.

Imagine que você se casou tem coisa de 3 anos. Se até agora seu marido chegava em casa todo cheio de energia para te contar tudo do dia dele e ainda te encher de mil carinhos o tempo todo. Agora você já não é mais novidade, a casa já caiu na rotina e tem dias que o marido está morto de cansado e simplesmente não tem energia para te encher de carinhos mil o tempo todo. E ele acha isso normal, afinal, já se criou uma zona de conforto onde você sabe que ele te ama, mesmo sem tudo isso, e vice-versa.
Do nada ele começa a se empolgar com a montagem de um novo quarto. Compra lindas roupas novas, que não são para você. E, então, senta e te explica.
"Sabe, amor, é que eu decidi trazer uma outra mulher aqui para casa. Ela é mais nova e muito bonitinha. Faz gracinhas várias e você vai adorar brincar com ela. Vai ter noites, meu amor, que não vou conseguir te dar muita atenção porque ela vai chorar e preciso ficar com ela. Afinal, ela ainda é muito novinha e não entende como você. Ahhh, e vai ter dias que vai ser assim também.
No início, espero que você não se chateie com isso, não vamos poder fazer muitos programas de sair o tempo todo, porque a nova mulher ainda não está habituada a ir para a rua. E depois ela sempre vai nos acompanhar nos nossos programas... é, aqueles programas só de nós dois, serão agora de nós três. Mas, fica tranquila, porque você vai gostar de ter alguém com quem conversar!
Outra coisa é que ela vai querer ser tua melhor amiga e te imitar em tudo, então espero que você não se incomode de dividir tudo que é seu com ela. Inclusive tuas roupas favoritas!
E, olha, não fique preocupada, pode tirar essa ruguinha da testa, eu vou continuar te amando como eu te amava, e vou amá-la igualzinho eu amo você. Prometo que não farei diferença no amor que eu sinto pelas duas, tá?"
E assim, depois do teu marido passar 9 meses só falando nisso, com todo mundo só perguntando sobre isso, inclusive para você, e depois de uns 3 meses onde seu marido está tão gordo que mal consegue te pegar no colo e sentar no chão para brincar com você, lá vem ela certa manhã. Toda cheirosinha, mas sendo capaz dos mais fedorentos atos escatológicos. E todo mundo acha lindo. Os teus atos escatológicos já foram , há tempos, reduzidos a "ecas" a serem trancafiados no banheiro, os dela vêm seguidos de "que fofinha, que graça!
Ela chega e decide não deixar ninguém na casa dormir de noite porque só quer saber de chorar ou brincar falando alto noite adentro, enquanto você, tem muito tempo, leva broncas se, depois da luz apagada, resolve ficar acordada.
Ela vai quebrar coisas (inclusive as tuas) e ninguém vai falar nada, mas você continuará levando altas broncas por botar a mão naquilo que não te pertence!

É... essa onda de irmão é legal, né?
É importante ter muita compreensão nessa fase, não é esse mar de rosas que pode parecer, viu!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ainda reagindo ao irmãozinho

Na sua implicância inicial com o fato de seu irmãozinho ser um homem, Alice decidiu se recusar a escolher um nome. No primeiro momento dizia que o nome tinha que ser Alício, e, agora, disse que o nome deve ser Vnazvnazvnazinho! É... isso é dito à perfeição cada vz que ela repete o nome... mas, andava dizendo que um bom apelido seria Ovo Podrinho!
Mas isso tudo em meio a gargalhadas farrentas e intercalado com mil beijos e abraços no irmãozinho que ela já diz adorar.
Hoje a levei comigo para ver uma ultrassonografia. No momento que ela viu a imagem na tela, ficou boquiaberta. Em seguida exclamou que estava vendo o irmão, e que ele estava dando tchau para ela (de fato, ele estava abanando os bracinhos... me surpreendeu ela identificar isso tão bem na imagem de ultrassom!). Daí em diante passou o resto do tempo mandando beijos e exclamando: "Oi meu irmãozinho fofinho!".
Já na saída do consultório ela começou a admitir que, mesmo ela decidindo chamar o irmão de Vnazvnazvnazinho, eu e o pai poderíamos chamá-lo como quiséssemos. E o apelido de Ovo Podrinho já virou Meu irmãozinho Muito Fofinho!
COmo eu pude viver tanto tempo antes de dar essa felicidade a ela?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Alice e o Irmãozinho

Alice queria uma irmãzinha, disso nunca fez muito segredo. Aceitava falar em irmãozinho ou irmãzinha, mas, esperava, na verdade, uma irmãzinha.
O resultado do exame de sexagem fetal chegou quando ela estava na escola. Quando fui buscá-la, contei a ela a novidade. Ela sorriu e saiu animadamente para contar para os amigos que era um menino. Mas, quando chegou pertinho de mim falou, num ar meio decepcionado, que preferia uma irmã.
Expliquei a ela que a natureza não tinha querido assim e que irmãozinho é muito legal!
E entramos no carro para voltar para casa.
No caminho paramos na porta do trabalho do meu marido, para ela poder "contar" para ele a novidade. Só que, quando ela contou, não sei se caiu a ficha ou o que aconteceu, mas começou a chorar, dizendo que não queria um irmão, mas uma irmã.
"Eu ODEIO irmãozinhos, eu QUEIO irmãzinha, eu pedi uma irmãzinha, não vou amar meu irmãozinho!"

Conversa, conversa, conversa, e, depois de uns 20 minutos de choro, diz que se for irmãozinho não poderá usar as roupinhas que foram dela. Explico que isso não é verdade, que muita coisa ele vai aproveitar. Ela, depois de meia dúzia de perguntas, acaba aceitando que irmãozinho é legal, mas, sem muita empolgação.

Agora ela já está mais satisfeita, já entendeu que com o irmão, ela continuará sendo a única princesa dentro de casa, e que poderá, finalmente, ter um príncipe para brincar com ela o tempo todo. Já entendeu que ele, provavelmente, não roubará todas as bonecas e barbies dela (mentira, ele VAI roubar, tenho certeza!hahaha). Enfim, está conformada e contente, já dá mil beijos na barriga e abraços e carinhos, mas, no fundo, no fundo, ainda está se adaptando à idéia de que não é uma irmã!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mae de menina, mãe de menino

Hoje descobri que segundinho é um menininho. Estou muito muito muito feliz, afinal, vou ter a experiência de ser mãe de menina e de menino... mas, e a tensão?
Nunca tomei conta de um pinto. Todos que conheci, já chegaram a mim cuidados e auto-suficientes... agora vai ter um pinto que dependerá totalmente de mim????
Mas, é isso, ainda estou sob o efeito da notícia e da novidade... ainda não contei para a Alice... outra hora volto, com um pouco mais de lógica, ok?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O ego e o nome

Ainda na linha da euforia do irmãozinho, Alice andava decidida sobre o nome: ALICE.
Anunciava para quem queisesse ouvir que sua irmãzinha se chamaria ALICE, assim, quando eu chamasse por Alice, viriam as duas. E não havia o que disséssemos que a convencesse do contrário.
Ok, tem o lado positivo disso... minha filha gosta muito de seu nome e seu ego está satisfeito. Encrenca à parte, fico feliz em ter uma filha com uma auto-estima do tamanho de um mamute!
Mas, aí surge o desafio, como convencê-la de que não seria possível dar o nome Alice para sua irmã? Toda vez que eu tentava tocar no assunto, Alice se zangava e dizia: "Não quéio oto nome, é ALICE, e assunto encerrado!" (adoro quando ela mimetiza minhas frases!rs) e saia brava para o canto dela.
E, então, me veio uma idéia. Ela estava de pé depois do banho e eu secava os seus pés. Pedi a ela que colocasse o pé direito no meu colo e chamei: "Vem pé!" Ela riu e colocou o pé. Aí, sem soltar o pé direito, chamei o outro pé: "Vem pi!" Ela riu mais ainda e rapidamente retrucou:
"Não é Pi, é Pé!"
"Não, pé é o outro, esse aqui é o Pi!", devolvi, rindo.
"Não, mãe, é pé também!"
"Mas, Alice, se ele for pé também e eu chamar Pé, e os dois vierem, você vai cair!" soltei, desafiando a lógica dela.
Alice parou no meio de uma meia gargalhada e, como que se uma lâmpada acendesse sobre sua cabecinha, ela olhou para mim e exclamou:
"Então, a irmãzinha também não pode ter o mesmo nome, porque não pode vir ao mesmo tempo?" (não perguntem, mentes maluquinhas pensam na mesma lógica sem lógica!hahahaha)
"É, filha... talvez seja melhor encontrar um outro nome, né?"
"Tá bom... vamos fazê uma lista!"
E, voilá, no meio de uma lógica absolutamente maluca entre mãe e filha, o assunto ficou resolvido! Não terei duas filhas chamadas Alice!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Programa atípico de mãe e filha

Alice continua em êxtase com a idéia de um irmãozinho. Fala sobre o assunto constantemente, pergunta tudo, quer saber tudo. Uma fofura.
No momento ela está curiosa em relação ao sexo do bebê e pergunta muito sobre isso. Expliquei a ela que eu ia fazer um exame de sangue que nos diria se o bebê era uma menininha ou menininho. E aí acionei todas as peculiaridades da minha filha de uma só vez!
"Mãe, posso i com você paia tiá o sangue? Você não vi choiá!"
"Ok, filha, pode!"
"OBAAAAAAAAAAAAAAAA"
Ok, minha filha curte ir a laboratório ver a mãe tirando sangue!hahahaha
"Podemos ir amanHã, logo depois da escola, de ônibus, porque lá não tem vaga..."
"EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAA"
Ok, minha filha AMA andar de ônibus!hahahaha
"Mãe, e no seu sangue tá iscrito se é minina?"
"É mais ou menos isso."
"EBAAAAAAAAAAAAAAAA"

Agradar a Alice é muito simples... até os programas mais bizarros são divertidos!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A criança que mamou

Alguém perguntou para a Alice se ela iria ajudar a mamãe dando mamadeira para o bebê. Ela, com um certo ar de indignação, respondeu que não, e completou: "Vou ajudar a mamãe a segurar o bebê no colo paia ele mamá no peito dela!"

Amamentação prolongada gera amamentadoras!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A mãe mais feliz do quarteirão

Hoje ouvi o coração do segundinho batendo firme e forte... foi uma louca emoção. Depois de 1 ano e 3 gestações frustradas, o som dos 160 batimentos cardíacos por minuto, a toda, foi o som mais emocionante que eu já escutei. Um tratorzinho de emoções que me derrubou e me fez cair no pranto mais feliz da minha vida.
E logo fui contar para a Alice, que já faz o desejo de uma "RImãzinha" para tudo que é estrela e poço dos desejos que ela vê. Foi mágico.
- Filha, acabei de sair do médico e vi teu irmãozinho ou irmãzinha!
Com uma carinha meio confusa:
- HEIN?
- É filha, eu vi, tá aqui, dentro da barriga da mamãe. Eu gravei num DVD pra você poder ver também!
E o sorriso abriu largo naquela carinha linda:
- JÁ TÁ AÍ DENTRO???
- Tá!
E ela me pulou nos braços, beijou minha barriga, me abraçou, e saiu toda contente e saltitante para a piscina, para contar para a "tia".

Mais tarde, já em casa, quis ver e rever o DVD do ultrassom umas 10 vezes, me mandando repetir e sinalizando que deveríamos fazer silêncio quando o batimento cardíaco começava. Achou lindo que a "RImãzinha" (ou "RImãozinho") parecia uma bolinha. Conseguiu identificar o embrião na imagem, e apontava o coração pulsante, mostrando para a avó que aquilo era o "coiaçãozinho da minha RImãzinha (ou RImãozinho)".

Na hora de dormir me pediu para deitar pertinho dela "paia ficar bem pertinho da minha RImãzinha (ou RImãoizinho)". Falou animadamente sobre como ia ser legal quando o bebê nascesse e como ela iria dividir o quartinho dela com ele.
"Agoia eu num vou mais bincá sozinha... minha RImãozinha (ou RImãozinho) vai sempe bincá comigo!" Ela declarou, gloriosa.

E, quando já quase adormecia, com a voz sonolenta, abraçada comigo na cama, falou: "Obigada mamãe, por empestá sua barriga paia a minha RImãzinha (ou RImãozinho)!"

E com a nítida preferência por uma menininha, ainda que fazendo concessão para um possível menininho, Alice adormeceu feliz!

E eu, hoje, vou dormir como a mulher mais feliz do quarteirão! Agora sou mãe de dois!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Solidariedade

Estava eu no quarto com Ana e Carol, quando o pai chama "Ana!", com aquela voz de quem vai dar uma bronca daquelas. Ana foi e a Carol quis ir também também, mas eu falei "vai não, Carol, o papai vai dar uma bronca na Ana, fica aqui pra escapar dessa, vai que ele resolve brigar com você também?".
Ela pensou um pouco e disse:
-Não, eu vou lá pra ver o barulho.
(Tradução: eu vou lá ver a Ana receber a bronca, que essa eu não vou perder!)
Hahahahaha, coisa linda essa solidariedade fraterna!
Má.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Neném de verdade

Alice: "Mãe, eu queio um neném..."
Mãe: "Ok, filha, chegando em casa você tem vários nenéns!"
Alice: "Não, um di vedadi!"
Mãe: "É mesmo filha? Que bom, porque estamos tentando te dar um!"
Alice: "Mas ele num podi babá!!!!"

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A expectativa de fazer tudo de novo

Alice nasceu com o dormidódromo quebrado... depois de muitas reclamações com o fabricante, consegui, finalmente, que a peça fosse trocada, e hoje, dorme que nem um anjo por 12h ininterruptas. Mas, não se enganem, foram quase 2 anos e meio de luta e noites infindáveis tentando descobrir que peça estava com defeito!
Com isso, eu sempre disse que Alice seria filha única. Eu não conseguia conceber a idéia de mais 700 e tantas noites insones! Mas, passou, e eu comecei a ficar com saudades de ter um pequeno serzinho gostoso e cheirosinho (as vezes nem tão cheirosinho, mas era gostoso mesmo assim!) agarrado em mim noite adentro. Acreditem, isso é possível!!! Toda mulher tem um lado meio masoquista que diz: "Mais, mais, quero mais tortura, quero mais noites insones!!!!
Então pintou a vontade, e depois a decisão de queremos mais um. Passamos a ouvir alto as pequenas vozes que gritavam, em coro: "MAIS UM! MAIS UM! MAIS UM!"
E reinauguramos a fábrica, com toda a força! Rapidinho veio o mais um... mas nem tudo é perfeito e como tinha sido quando desejamos tanto a Alice, antes do sonho, veio um pequeno pesadelo. Agora acordamos e nos demos conta que os pesadelos não podem nos impedir de sonhar. E estamos de volta ao sonho... só resta agora a natureza colaborar e aprovar o projeto!
Portanto, estamos agora vivendo a expectativa de fazer tudo de novo... quem sabe no ano que vem, nessa mesma data, eu não estarei blogando com um pequeno serzinho pendurado no peito???

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como eu nasci

Um dia Alice me declarou que queria voltar para a minha barriga e nascer. Eu achei engraçado e imaginei que tivesse escutado isso de alguém. Ela começou a me pedir para contar a "históia de quando eu eia piquinininha", e eu comecei a contar sobre como ela morava dentro da minha barriga, onde cresceu até ficar pronta para sair. E como o médico me ajudou, tirando ela lá de dentro, porque ela era grande e eu não conseguia tirá-la sozinha. Expliquei que assim que ela saiu, chorou porque queria ficar juntinho de mim e que o pai dela, emocionado porque estava apaixonado por ela desde então, me trouxe ela. Contei a ela como foi legal porque ela veio pro meu colo com tanta fome que se agarrou no meu peito e mamou muito.
Toda vez ela ri, e pede para contar de novo. E eu conto.
Depois de um tempo ela começou a contar a história por conta própria. "A Alice tava na baíga da mamãe e o médco tiô ela de lá. Aí ela choiô e quiia mamar."
Agora Alice vai ganhar um primo. E ficou curiosa sobre o nenem que está na barriga da tia. Eu expliquei que era como o nascimento dela. Mas ela queria saber como o nenem entrou lá. Expliquei que o tio dela havia colocado o nenem lá dentro. Ela se deu por satisfeita e conta, alegre, para todo mundo que o tio colocou o priminho dela dentro da barriga da tia e que quando o médico tirar ele de lá, ele vai chorar e vai querer mamar.
Acho legal que ela aceite tudo isso sem mitos, sem perguntar mais do que é capaz de compreender. E espero que eu sempre encontre a forma correta de explicar a ela, sem cegonhas, sem usar artifícios, como é que os nenens são feitos.
Não gostaria que, na eventualidade de uma gravidez minha, ela criasse fantasias sobre como a mãe foi parar com o irmão dentro dela.
Tarefinha complexa esse de ser mãe!

domingo, 4 de abril de 2010

Pezinhos

Hoje encontrei com uma amiga e seus dois filhos. O mais velho é amiguinho da Alice, cerca de 2 meses mais novo do que ela. Uma espoleta deliciosa. A filha tem 4 meses, está na fase de mamar no peito, fazer mil sons deliciosos, descobrir que tem mão, pé, e boca. Está alerta para tudo que se passa ao seu redor e é atraída por qualquer coisa que balance, tenha cor ou faça barulho... e tem os pés mais deliciosamente redondinhos do mundo!
E, então aconteceu, me veio aquele momento pulo do gato... eu tenho saudades de pés deliciosamente redondinhos! Tenho vontade de fazer um parzinho de pés assim de novo. Até porque, eu sempre quis ser mãe de uma menina e já sou, agora gostaria de tentar ser mãe de um menino... mas também gostaria de ser mãe de outra menina! Acho que o que eu quero mesmo é ser mãe de mais uma criança!
Mas aí pinta aquela famosa dúvida: Posso pagar por isso? Porque, na verdade, não existe nada mais caro no mundo do que pezinhos deliciosamente redondos!
Bem, o que importa é que aonde tem um desejo tem uma forma, não é mesmo?
Agora é partir para determinar o momento mais adequado para contrair essa dívida tão maravilhosa e mandar brasa.
Para me encorajar, resolvi perguntar para a Alice se ela gostaria de um irmãozinho ou irmãzinha. E, ela, numa reação absolutamente contrária a que eu imaginava, e, talvez servindo de "grilo falante" para uma mulher hormonalmente encorajada, declarou sem titubear: "Num queio um rimãozinho, rimãozinho é ruim, num gosto de rimãozinho!"
E agora é decidir e convencer a baixinha que "rimãozinhos" são sensacionais!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Vigogui

Já tem algum tempo que Alice surgiu com essa palavra: Vigogui!
Quando não quer alguma coisa, começa a dizer que quer o suco do Vigogui, a comida do Vigogui, a música do Vigogui. Eu estava começando a acreditar que o tal Vigogui era só uma palavra aleatória que ela tinha encontrado só para me tirar do sério quando eu perguntava a ela coisas que não estava com vontade de responder.
Pois, ontem, me surpreendi. Ela declarou que queria muito brincar com Vigogui e eu, em resposta, perguntei o que era Vigogui, pois não conseguia entender de forma alguma o que era.
"É o filho do meu pai, o Vigogui!"
Bem, tendo em vista que mesmo que meu marido tenha um filho fora do casamento, a Alice não teria como saber pois nunca saiu só com o pai por mais do que 5 minutos, fiquei encafifada com a história.
Hoje ela pegou um celular e disse que queria falar com o Vigogui e, para minha surpresa, descobri que o Vigogui é um menininho bem pequenininho, que não sabe falar e que mora dentro da barriga da mamãe e que vai brincar com ela quando ele sair de lá!
Ainda bem que tenho absoluta certeza de que não estou grávida!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Decisões indiscutíveis - rsrs

Cada conversa com a Giullia costuma render boas risadas. E admiração, pois ela é tão determinada, tão segura de si! Acho uma graça. Mas esta em especial, realmente me surpreendeu!

Conversando sobre o Carnaval, expliquei que iremos para o sítio e depois para a casa da outra avó. Ela, toda séria, me disse que não vai para o sítio porque não quer dormir lá e sim na cama sem grade dela (está encantada por não ter mais grade na cama - rsrs). Argumentei que vamos na piscina, que vamos ver a avó Lina e o vovô pequeno (depois conto essa história) e ela vira com essa: cruzou os braços e disse toda bravinha: "mas eu não quero porque já vi eles e não estou com saudades, minha filha!!". Hahahaha. Caí na gargalhada!

Mudei de assunto porque vi que ela não se convenceria por nada, aí falei: tá bom, nenê! Ela ficou brava, disse que não é nenê. Eu perguntei o que ela acharia se eu tivesse outra filhinha ou filhinho, um nenezinho que seria irmãzinha ou irmãozinho dela. Mais do que depressa ela respondeu:
"Eu não quero nenê, irmão igual o Irmão Urso. Eu pego nenê e jogo lá na rua! Humpf!".
Gente, segurei para não rir! Tentei argumentar, mas nada.
Aí ficou claro para mim que ela será mesmo filha única pois sou a única da família que, de vez em quando, pensa com carinho na idéia... rsrs.