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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os pais velhos e os pais novos

A Ana já mudou tanto de escola, tadinha... Vários amiguinhos que vieram e se foram. E nós também, tadinhos, já mudamos tanto de pais de amiguinhos...
Numa das últimas mudanças, ela entrou no primeiro período de uma escola em que a maioria das crianças estavam juntas desde o primeiro ano de vida. Não foi fácil se enturmar, nem pra ela nem pra nós, pois o grupo era bem unido. Mas todos consegumimos, e deste grupo de pais hoje temos grandes amigos, sendo uma mais do que especial, a Lô, que foi quem nos recebeu com mais carinho.
E agora cá estamos numa nova escola. Alguns amiguinhos que eram da turma da Ana também foram para esta escola, mas por questão de idade e pelo ano letivo ter início em agosto e não em janeitro, eles foram para o segundo ano, enquanto Aninha ficou no primeiro. Neste finde tivemos a primeira festinha de escola e fui conhecer algumas mães. Uma desta amigas da outra escola disse brincando:
"Você só quer saber dos pais novos, e os pais velhos aqui???"
Preferir eu até preferia ficar só com os velhos, mas a gente precisa socializar, não é?
Uma escola nova é um grande desafio, não só para os pequenos como também para os pais!
Má.

sábado, 25 de setembro de 2010

O banho do recém nascido

Mais um tópico sobre os recém nascidos... dessa vez, o banho...
Quando eu estava grávida, ou vi VÁRIAS recomendações sobre o banho. Era um tal de "use água filtrada", "não precisa filtrar, mas ferve a água", "compra um termômetro de banho, a temperatura tem que ser perfeita", "não pode dar banho e passar pelo corredor da casa, pode ter uma corrente de ar, e isso é sério", etc.
Aí a Alice nasceu, no dia 18 de dezembro, um calor da peste no Rio de Janeiro.
Na maternidade foi participar do primeiro banho dela. Debaixo da bica da pia de banho, Alice foi lavadinha e ficou toda gostosa. Olhei para o pediatra e perguntei se eu podia usar água da bica mesmo, afinal, era mais simples assim. A resposta foi simples: "Bunda lambe?"
O primeiro mito caiu por terra! Realmente, se não for lavar a boca com enxágue direto, água é água, e nada melhor do que a da bica (diga-se de passagem que a água da CEDAE, no Rio de Janeiro, ao contrário do que pensamos, é SUPER salubre para consumo humano).
Com o calor, água em temperatura "perfeita" era discutível! O que é temperatura perfeita para a água quando temos 40 graus à sombra? Se eu desse banho a 35/36 graus, no termômetro (que eu nunca comprei), eu ia fazer um chá de bebê autêntico! Com isso passei a usar o termômetro "mãoterno"... colocava minha mão na água e, se a temperatura estivesse agradável ao meu toque, era a temperatura do banho... e sem neuras de manter a temperatura estável, né? Com isso Alice acabou com uma predileção para água do tépido para o frio... o que é, pelo que dizem, super saudável!
Aí, tinha uma tal de uma regra de que eu deveria fechar as portas do banheiro e vestí-la sobre o trocador da banheira, para evitar transitar pela casa e expô-la à famosa "corrente de vento" (que, do jeito que falam, parece que era a principal causa mortis dos bebês no passado...). Só que o banho era mais frio do que a temperatura do ambiente, e, no verão carioca, as "correntes de vento" tendem a ser tão quentes que chegam a ser desagradáveis. Portanto, esse mito caiu por terra também. Terminava o banho, enrolava ela tranquilamente e sem neuroses, numa toalhinha, e lá íamos nós, corredor afora, até a cama (eu nunca curti o tal do trocador em lugar nenhum, sempre preferi vestí-la na cama de apoio do quarto). Eu a secava com tranquilidade, janelas abertas e tudo, aproveitando para olhar cada detalhe do corpinho dela, cada dedinho, cada curvinha... e, de quebra, ainda curtia fazer uma super massagem nela! Nunca tive nenhum problema com a tal "corrente"!
No inverno, quando fazia frio, só na hora de dar banho, eu fechava a janela do quarto. Mas, nem era para fugir da tal corrente! Era mesmo porque, convenhamos, corrente ou não, frio saindo do banho é um saco, né? Mas quando o inverno chegou, Alice já não era mais recém nascida (e, do jeito que falam, a tal corrente parece só atacar mesmo bebês muito pequenos).
E, assim, o banho sempre foi simples, sempre foi delicioso, e nunca veio acompanhado de medos e pânicos e manias! Era um banho e só!
E, vou mais longe, sempre lavei o rostinho com a água do banho mesmo (logo antes de colocá-la dentro da água), nunca tive medo dela escorregar das minhas mãos, porque eu sabia que se isso acontecesse, ela sobreviveria... não é uma molhadinha de cara que vai matar um bebê, até porque, bebês, até por volta de um ano, tem o reflexo de não inspirar quando submersos! Dá tempo, tranquilamente, de pescar a cria de dentro da água se ele escorregar!
Enfim, banho tem que ser assim, gostoso e BEM curtido pelo bebê e pela pessoa que dá o banho. É um momento mágico onde aquele serzinho pode se sentir livre em seus movimentos, aproveitando o toque em todo seu corpinho. Até hoje adoro dar banho na Alice (quando ela colabora, porque, falando muito sério, tem dias que ela está com a macaca e resolve dar uma de cascão!).

Já chegou o Natal?

Hoje de manhã enquanto eu estava morta enterrada embaixo de 2 edredons deitada no sofá cochilando enquanto a Sophia brincava e assistia desenho na sala ela descobriu que o "Dia das Criancinhas" está perto graças aos mil e um comerciais que bombardearam a TV...e como boa consumista que ela é começou a pedir para compra tooooodos os que passavam.
A mãe mais pra lá do que pra cá, cansada de tentar dormir e toda hora ser interrompida com um compra pra mim e ter que ir variando as respostas entre " mais tarde, quando tiver dinheiro, quando eu ganhar na mega sena acumulada e pede esse pra sua vó, pede pro vovô, e pede pro titio" resolveu mudar radicalmente para o PÕE NA LISTA! Com a intenção de encerrar a conversa por alí pra poder voltar a dormir...
"Mãããããe....Já chegou o Natal?"
"Ainda não filha."
"Mas já é pra fazer lista?"
"É pra a gente poder depois escolher 1 presente da lista das coisas que vc está me pedindo..."
"Ah tá....entendi..........Ah mãe também, o Papai Noel não dá presente....ele só dá balinha não é mãe?"
"É filha....o Papai Noel só dá bala...pirulito né? O presente a mamãe que tem que comprar..."
"É né?!"
***

Numa boa...não vou dizer que Papai Noel não existe até pq ela tira foto com o bom velhinho todo ano no shopping, mas ele só dá bala mesmo......não vou deixar ele ficar com a fama não....enquanto pra comprar o presente alguém tem que ralar pra trabalhar...
XOXO

Saindo de casa com o bebê

Ando nostálgica da fase bebezinho pequeno da Alice. Por isso, pessoal, não se surpreenda se eu aparecer por aqui, vez por outra, falando sobre os primeiros meses do bebê!
Daí que lendo o blog Potencial Gestante, me lembrei da neura que vivemos sobre sair com o bebê pela primeira vez. Tem médico que ainda recomenda que o bebê não deve sair de casa antes de 1 mês, ou 2 ou 3... eu jogo as mãos para os céus que o pediatra que fez o meu parto e atendeu a Alice até os 3 meses não seguia essa tese.
Alice nasceu no dia 18 de dezembro, com um pouquinho de icterícia. Precisava tomar um solzinho pela manhã e meu prédio não tinha play, ou área comum. Eu, morrendo de medo de sair com ela, tentei usar o sol que adentrava pela janela. Mas isso não funcionou! A posição que o sol batia no horário que ela podia tomar sol era difícil demais.
Aí, no 2o dia em casa, tomei coragem e coloquei ela no carrinho e fui para a rua. Andei até o calçadão da praia e percebi que não era esse bicho de 7 cabeças que eu pensava. Ela estava feliz, de bunda de fora, se esquentando no sol. Dez minutos de frente, dez de costas. Aí ela botou a boca no mundo porque tinha fome, e eu sentei na sombra, e amamentei olhando o mar. Descobri uma paz imensa ali. O Baby blues que me assolava desde o dia seguinte ao nascimento dela, parecer sumir. Logicamente adotei a idéia. Diariamente, por cerca de 1 hora pela manhã BEM cedo e mais 1 hora no final da tarde, eu sentava com a minha princesa na sombrinha e ficávamos ali, ela mamando e eu olhando e contemplando. Foi sensacional.
Além disso, com 7 dias de nascida ela encarou o primeiro natal em família. Fomos todos para a casa da minha tia e ela ficou lá no quarto, feliz e dormindo.
Continuou saudável, continuou tranquila (tá... não dormia, mas era cheia de felicidade porque também não se esgoelava!rs).
Na primeira consulta dela com o pediatra, com 10 dias de nascida, tinha engordado quase 1kg e crescido alguns centímetros. Estava bem, sem icterícia. Coradinha (inclusive a bunda, devo dizer) e com uma carinha redonda e deliciosa. Contei para ele, com pânico de levar um esporro sem nome, que eu estava levando ela para o calçadão todo dia, de manhã e no final da tarde. Perguntei se eu estava errada. Ele falou, com toda a tranquilidade que não, sair não era um problema, desde que eu ficasse longe de lugares fechados ou muito cheios.
Tempos depois, conversando com uma amiga, ela me contou a reação do pediatra dela:
1) Quando você saiu da maternidade e foi para casa, tinha um túnel de um lugar até o outro?
2) Você já levou teu filho ao pediatra? Ou o pediatra veio na tua casa?
3) Já levou teu filho para vacinar? Ou a vacina veio em casa?
4) Você abre as janelas do quarto do teu filho e da tua casa? (e é bom abrir, mesmo no frio, porque quarto fechado é um paraíso para os ácaros!)
Aí ela respondeu que sim para tudo e ele falou:
"Então teu filho já saiu de casa, né?"

Portanto, amigas, respeitando a distância de locais fechados e locais cheios demais, pode sair de casa sim, tá? Faz bem para o bebê respirar ar fresco, faz bem para você olhar algo que não envolva decoração de quarto de neonatos!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Herança

Durante a gravidez a gente fica viajando, pensando se nosso filhote vai herdar nosso cabelo, o nariz do pai, nossa inteligência brilhante ou a teimosia paterna. Pensa, sonha e lembra de várias coisas boas, acrescentando as lindas mãos da avó ou a inteligência do avô. O problema é que nessa conta a gente sempre esquece de somar o problema de pulmão do tio, o câncer da mãe ou o diabetes da avó... Mas estes fantasmas mais cedo ou mais tarde acabam vindo nos assombrar!
E é neste espírito assombrado e temeroso que sempre vamos à oftalmologista. Tenho miopia, astigmatismo e, como se não fosse o suficiente, também tenho ceratocone. Meu marido é completamente míope, e só enxerga graças às lentes de contato. Portanto, temos bons motivos para considerar o check-up anual da saúde dos olhos das meninas uma sessão de tortura.
Mostra as letras, os números, o aviãozinho pra lá, o aviãozinho pra cá; pega o Bob esponja com os óculos, faz o olho do pirata, pinga o colírio, mostra o ursinho que operou os olhos. E após uma hora de ansiedade, a boa notícia: as duas estão ótimas!
UFA!
E até o ano que vem...
Má.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O mundo das mães blogueiras!

Pois é... mãe blogueira é tudo igual, ADORA dividir experiência! GRAZASADEOS!!!! Muito do meu "sofrimento" de mãe de primeira viagem foi aliviado por essas mães pitaqueiras que me ajudavam a ver que aquele sofrimento que eu estava sentindo não era exclusividade minha e que tudo ia passar, e passou, vem passando e vai passar!
Quando nossos pequenos pacotinhos de felicidade chega em casa, não temos muita chance (e, com freqüência vontade) de nos reunir com pessoas que estão passando pelo mesmo momento que nós. E é aí que entra essa blogosfera materna sensacional! Nela conseguimos encontrar um monte de pessoas que acabou de passar pelo que passamos agora, ou que estão, nesse exato momento, sofrendo com as mesmas dúvidas, com os mesmo medos, e com as mesmas angústias que nós.
E, nessas andanças internéticas, acabamos encontrando inspiração para continuar escrevendo e dividindo. As vezes numa resposta a uma postagem de outra mãe, as vezes numa dúvida sobre algum assunto que lemos com freqüência. E foi numa dessas que acabei escrevendo uma resposta que mais pareceu um post, e que acabou virando isso, mas num blog (na verdade dois) alheios! E eu fiquei tão emocionada de ver que consegui ajudar um pouco, e tão homenageada de ter tido um comentário meu tão comentado e tão elogiado que resolvi não reproduzí-lo aqui, mas indicar as duas blogueiras que o publicaram que têm blogs que valem a pena ser lidos e acompanhados!
O tema da minha resposta é a famosa cólica do recém nascido, mas os dois blogs abordam vários outros assuntos que toda mãe deveria ler!
Então aqui vão os links:

Então é isso, amigas seguidoras, blogar e acompanhar a blogosfera pode ser uma coisa muito legal! Além de agregar pessoas com experiências similares, ainda nos fornece preciosas dicas para nos sentirmos mais seguras sobre essa fantástica experiência da maternagem!

sábado, 18 de setembro de 2010

Ficou velho, troca!

Alice era muito apegada à moça que trabalhava na nossa casa desde que ela nasceu, mas que foi embora recentemente. A saída dela, na cabeça da Alice, foi bastante tranquila, até porque aconteceu num momento da nossa vida no qual tinha tanta coisa acontecendo que a coisa toda ficou um pouco em segundo plano. E eu achava que ela nem lembrava muito da "Cacá".
E, lá fui eu levá-la para a escola quando ela pergunta onde está a Cacá. Expliquei que ela saiu da nossa casa, e que agora tínhamos a Rita conosco para nos ajudar.
"A Cacá ficou velha? Poísso você tocou ela?" perguntou.
"Alice, eu não troquei ela. Ela saiu porque tinha um outro lugar para trabalhar, mais perto da casa dela."
"Mas é puque ela ficô velha, né? Aí num sevia mais, né?"
Aí eu me rendi e respondi: "É, filha, foi isso!"
Vai explicar o conceito de emprego mais interessante para uma criança de 2 anos e meio, né?rs