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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Menina "gande"

Aos 20 meses Alice não quer mais ser bebê, quer ser menina "gande"!
De um dia para o outro não quis mais dormir no colo, só aceita dormir na cama, ao meu lado, para depois ser transferida para o berço. As sonecas, agora, só na cama mesmo, berço nem pensar!
Com isso a poltrona de amamentação foi tirada do quarto!
Agora quer fazer pipi no troninho. Ainda faz na fralda, mas o que eram 8 a 10 trocas diárias, agora são 3 ou 4, o resto é no penico mesmo.
Está desenvolvendo uma enorme necessidade de beber em copinho, e nada de bico de transição... quer copo MESMO!
A mamadeira está relegada aos momentos de regressão, ou seja, na hora do leite, e para dormir com a aguinha dela.
Quer decidir o que veste.
Fala o que pensa, formando pequenas frases.
Brinca sozinha com os amigos no parquinho... nada de ficar agarrada na mamãe o tempo todo.
Come comida comum, sempre... potinhos foram para o espaço. E quer segurar a colher sozinha.
Agora já tem pescoço, e não uma série de dobras abaixo do queixo. E, aos poucos, vão-se as mis dobrinhas do corpo que dão lugar a um corpinho de menininha.
E eu, antes que pudesse me preparar, não tenho mais o meu bebê em casa!

domingo, 30 de agosto de 2009

Afff...

Crianças podem ser muito más...
Hoje no parquinho uma pirralhinha de 2 anos e meio querendo jogar areia na cara da Sophia e chamando ela de feia... A troco de quê?!
Minha filha nem tinha feito nada pra ela, a menina ficou brava com ela pq a Sophia pisou sem querer num potinho que era da Sophia mesmo e quebrou...
Precisa dizer que a hora que eu vi a menina levando baldinho pra jogar areia na minha filha a leoa quase voou na danada? kkk
Terapia djá pra essa pequena monstrinha... e a mãe veio se desculpar dizendo que ela "aprendeu na escolinha"...
Fui obrigada a soltar um: Agora é assim, paga escolinha pra aprender malcriação? Desculpa gente é que minha filha não vai pra escolinha... Fiquei brava com a resposta da mãe, era melhor não ter falado nada, deu brecha... Mas eu sei que é assim mesmo, que criança vai pra escolinha e aprende o que deve e o que não deve.
(Outro dia o amiguinho da Sophia que mora aqui no andar chegou em casa cantando "Chupa que é de uva"....não dá pra evitar tudo)
Se tem uma coisa que me irrita é criança tratar mal minha filha, o sangue ferve sabe?
Isso porque mais cedo, no mesmo parquinho (hehehe) bem na hora que a gente tinha acabado de chegar a Sophia colocou os brinquedinhos dela na caixa de areia, e na mesmo hora veio uma menina bem maior, de uns 8 anos, pegou uma bolinha dela e saiu correndo e depois queria enterrar a bolinha, e a mãe jogando conversa fora.....e a chata-mor teve que ir lá falar com a criança que se ela enterrasse a bolinha a gente não ia conseguir achar depois....aí apareceu a mãe pra ver o que estava acontecendo...
Eu incentivo que minha filha compartilhe os briquedos e que brinque junto então falei pra elas brincarem, mesmo assim a menina infeliz pegou todos os brinquedos que a gente tinha levado pra Sophia e não queria deixar ela brincar...é mole?! Lá vem a Sophia quase chorando contar o que a menina tinha feito...pq ela não sabe brigar, falar é meu, sai fora, essas coisas...
Acho que depois de hoje, parquinho só os do condomínio mesmo...
Ou então eu que vou precisar fazer terapia....rs...

sábado, 29 de agosto de 2009

Dedinho

Quando a Ana nasceu, ela chupava o dedinho. Me encheram um pouco a paciência (“dá chupeta pra essa menina!”, “ela vai chupar dedo até a adolescência”), mas não me rendi, porque tenho horror da tal da chupeta. Aos oito meses a Ana largou o dedinho e eu me senti com aquele ar de “não disse?”.
Quando a Carol nasceu, ela chupava o dedinho. Me encheram um pouco a paciência (“dá chupeta pra essa menina!”, “ela vai chupar dedo até a adolescência”), mas não me rendi, porque tenho horror da tal da chupeta. E hoje tenho uma menina super esperta, de quase 2 anos que ainda... chupa o dedinho!
Gente, o que fazer? A ped é bem tranquilona, disse pra levar na boa até ela fazer dois anos, mas que depois tem que cortar, mesmo que role “uma guerra”- palavras dela. Também acho que tem que ser um lance radical, mas tipo como? Passando pimenta no dedo da minha filha? Cortando o dedo fora?
Meldeus, preferia não passar por isso!
Aceito dicas.
Ah, e por favor, não me contem histórias escabrosas de crianças de 8, 10, 12, 14 anos chupando o dedo, porque já ouvi demais e me fizeram começar a ter pesadelos...
Má.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Meu repolinho!

Não é segredo nenhum que no início de sua pequena vidinha, Alice me deixou um zumbi. Acordando a cada 2 a 3 horas durante toda a noite, e dormindo brevíssimos cochilos durante o dia, ela me manteve, pelos primeiros 14 meses como mãe, praticamente insone!
Eu sempre achei que isso era fácil, afinal, em meus dias de solteira, não era raro passar uma semana na farra e ainda encarar escritório no dia seguinte. Só que a perspective de um sábado onde eu pudesse dormir até a cama não me aguentar mais me dava energia. Nesses primeiros meses de "mãeternidade", como não havia perspectiva de uma boa noite de sono, eu comecei a bater pino.
Foi numa dessas que, num sábado, acabei cometendo o pior engano que uma mãe pode cometer!
A história é rápida, curta e rasteira: Fui ao supermercado. Enquanto meu marido empurrava o carrinho com as compras, eu empurrava o carrinho da Alice, que dormia.
Num determinado momento uma mulher me toca no ombro e me pede que eu devolva o carrinho de compras dela. Olho para baixo e me deparo com cebolas, chuchus, abóboras, mas nada de linda meninha toda vestida de cor-de-rosa.
Por alguns segundos eu gelei da cabeça aos pés. A simples idéia de ter perdido minha filha em um supermercado me deixou trêmula. Naqueles poucos segundo já imaginei que alguém a teria levado e que eu sairia na capa do jornal com uma enorme foto dela nas mãos pedindo para que alguém a devolvesse para mim.
Olhei, nervosamente, ao meu redor. Lá estava ela, linda e pacificamente dormindo, como raramente fazia, a cerca de 10 metros de mim. foi a maior sensação de alívio que já senti na vida.
A partir daquele dia me dei conta que eu precisava descansar mais e fiz o que pude para acumular horas de sono durante o dia!

Paaaara tudo!

Se eu pudesse parar o tempo, essa seria a hora!
Sempre achei que a melhor fase de uma criança se passa aos 3 anos.
E é claro que com a minha vasta experiência (kkk) precisei esperar a Sophia fazer 3 anos para comprovar que a minha teoria estava certíssima, e que pelo menos aqui funcionou...
Pra mim é o momento em que ela não é mais aquele bebezinho, mas ainda não deixou completamente de ser.
Onde as gracinhas estão presentes numa escala gostosa, onde eu escuto sua risada indecentemente gostosa a cada 5 minutos e onde você faz tudo espontaneamente até mesmo vir até a mim para mostrar alguma coisa que pegou sabendo que não poderia, imagino que só pra me ver correndo atrás de você tentando pegar de volta.
Não há malícia? Não sei, mas prefiro acreditar que se tem é tão pouquinho que nem percebo.
As pirraças ainda são leves, mesmo tendo um poder incrível de manipular para conseguir o que quer , mas que não está mais funcionando tanto... rs...
Já que não vai ter jeito mesmo de parar o tempo, e que ao contrário, parece que está crescendo a cada dia mais e mais, e já percebe porque toda vez que come corre toda orgulhosa encosta na parede e diz: Ó! Tá quecendo! (SAP: crescendo)
Só me resta te deixar crescer e descobrir as graças das outras idades, porque com certeza a diversão não vai acabar quando você fizer 4...
XOXO

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Minha Melissa


Entre a Ana e a Carol, eu sofri um aborto. Estava com 11 semanas de gestação, mas havia feito a sexagem fetal e sabia que era a Melissa quem estava à caminho.
Em junho ela teria completado dois anos, e eu teria feito uma festa junina com muitas bandeirinhas e comidas gostosas. Ela iria ficar linda, com o vestido de caipira e as pintinhas na bochecha. Meu aniversário de 28 anos teria sido passado na maternidade, pois ela teria nascido bem pertinho do dia 21 ou, quem sabe, no mesmo dia que eu. Ela seria linda, com olhos clarinhos e o cabelinhos bem liso; ia ser esperta como as irmãs, e seria muito sensível e apegada à mim; seria minha companheirona.
Tudo isso eu imagino, mas de nada tenho certeza. Talvez ela tivesse nascido com algum problema, o mesmo problema que a impossibilitou de crescer em mim; talvez ela vivesse por pouco tempo, talvez ela sofresse aqui do lado de fora, mas a certeza é que eu iria amá-la e aproveitar a sua companhia por todos os segundos, assim como eu fiz quando a tive aqui dentro de mim.
Sim, eu sei que tenho duas filhas lindas, e sou muito grata por tê-las. Mas nenhuma das duas substitui o amor que sinto pela minha Melissa: ela é parte da minha alma, e viverá no meu coração por toda a minha vida.
Má.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bitos

"Mãiiii, queio bitos", exclamou Alice ao entrar no carro.
"Quer o que, filha?" perguntei.
"BITOS!" exclamou ela contentemente.
"Filha, eu não sei que são bitos... aponta para um bito para a mamãe saber o que é um bito"
A essa altura, ao mesmo tempo que, animadamente, exclamava "BITOS, BITOS" ela apontava para tudo que é canto do carro, batia palma, se sacudia.
Eu procurava loucamente por todo o carro algo que pudesse se parecer com um "bito" e não encontrava. Pegava objetos aleatórios no chão do carro, no bolso do banco, ao meu lado no banco, e nada. Ao invés de apaziguar os gritos por "bitos", eu apenas descobria que meu carro está entulhado de tranqueiras da Alice.
Os gritos começaram a ficar agravados, com um tom nítido de frustração, misturado com uma certa raiva por eu não estar entendendo o que parecia tão claro para ela: "QUEIO BITOSSSSSSSSSS!"
Já desesperada, com uma pontinha de dor de cabeça, pedi ao marido que ligasse o cd do carro para ver se a música a distrairia.
Love, love me do. You know I love you! Oh, pleeeeeeeeease. Love me doooooo! Oh, oh, oh, Love me do!
Assim que essas palavras foram proferidas por São Paul MacCartney, os gritos irritados cessaram e deram lugar a um animado canto: "EBBBBBBBBBAAAAAAAAAAA! BITOS!!!!!"
E assim descobri que minha filha, de alguma forma, se tornou uma Beatlemaníaca como o pai!
Será que é genético?