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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mico Preto

Alice adora jogar Mico Preto, mas ODEIA a idéia de acabar com o Mico Preto na mão. Sempre tenta arranjar uma forma de jogar o jogo SEM o Mico Preto. E nós sempre explicamos a ela que é impossível jogar Mico Preto SEM o mico preto.
Hoje ela resolveu o problema. Pegou uma cartinha em branco e desenhou uma Mica Preta, assim o Mico Preto deixa de micar e passa a ter sua parceira constante...
E assim ela voltou a curtir o jogo!



quinta-feira, 7 de abril de 2011

O luto coletivo

Em nome do nosso blog, me solidarizo com as famílias que hoje choram a morte de seus pequenos pelas mãos da insanidade humana. Me solidarizo também com as mães das crianças que sobreviveram a esse terror e que verão seus filhos acordarem noite após noite aterrorizados com a memória do que aconteceu ali e que precisarão ter muita força para voltar à escola, onde a memória de seus colegas permanecerá para sempre.
Que todos encontrem a paz de espírito...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A natação

Quando Alice era bem pequena, com cerca de 8 meses, eu a coloquei na natação. Na época eu morava ao lado de uma super academia e nos inscrevi na aula baby de lá. A aula era cheia de pedagogias, técnicas e tal. Era um tal de musiquinha do elefante que pula para cá, e para lá. Um tal de pega brinquedinho que flutua aqui e lá. Para aquela idade era perfeito. Ela adorava. Mas ela foi ficando mais velha e quando estava com cerca de 1 ano e meio ela curtia mais a bagunça do que a aula em si e acabava não fazendo nenhuma das atividades. Além disso entrou o inverno e a época das viroses mil. Juntando isso com um ambiente fechado, com ar condicionado e piscina aquecida, a criança virou um poço de catarro que não tinha mucolítico que resolvesse. Tratei de tirar a pequena da academia e ela melhorou sensivelmente.
Mas o tempo passou e chegou o momento que aprender a nadar se tornou imperativo. Eu sou da tese de que ninguém pode passar a infância sem saber nadar. Aprender a nadar é, além de uma questão de segurança, uma daquelas coisas que quem não sabe fazer acaba se frustrando. Eu mesma levei muito tempo a tomar coragem e tirar as boias... fui tirá-las depois dos 6 anos, e morria de vergonha de não saber nadar.
Procurei academias perto de casa com natação infantil e não encontrei nada que me agradasse. As academias que encontrei eram longe, em lugares onde estacionar é impossível e os preços eram surrealmente altos e todas tinham o famoso problema da piscina aquecida em ambiente fechado e com ar condicionado. Foi assim que acabamos na aula de natação da AABB: preço, estacionamento, e .
No primeiro momento levei um susto. A aula era aula mesmo. Não rolava musiquinha, nem brincadeirinhas, nem patatis-patatas. Alice foi colocada na piscina funda, de bóia e instruída a nadar e bater a perninha com força. E lá foi ela.
Achei que ela fosse detestar... mas, para a minha surpresa, adorou! A impressão que tenho é que ela curte não ser tratada como bebê e sim como as crianças das turmas mais avançadas. Sempre sai de lá se sentindo "gande" e toda orgulhosa porque sua melhor amiga na natação tem 3 anos a mais do que ela.
A evolução dela foi rápida. Ela que tinha medo de água em dezembro, depois de uma semana de aula já mergulhava na piscina feliz da vida. Atualmente está aprendendo a fazer o nado crawl... o que me rende boas gargalhadas já que aprende na teoria, fora da água para, depois, tentar na prática dentro da água. O resultado é uma mini pessoa flutuante, com enormes bóias, nadando 25m de uma raia tentando lembrar que "um bacinho vai, passa pela peninha i ispeia o outo chegá, depois o outo vai, passa pela peninha i ispeia o outo chegá..."
Prometi a mim mesma que vou filmar a cena, na teoria e na prática, prometo a vocês que assim que eu conseguir, postarei por aqui...

terça-feira, 29 de março de 2011

O que eles aprendem longe de nós

Sou daquelas mães que participam de tudo na vida da filha. Não tenho babá e, até os 2 anos de idade, Alice era um anexo meu. Não estava na escolinha e, com isso, era raro eu ficar separada dela.
Aos 2 anos foi para a escola e começou a ter sua própria vidinha, seus amiguinhos, suas atividades. Mas no Maternal I, pela dinâmica da escola, eu tinha muito contato com a professora e eu a buscava na porta da sala de aula, então acabava sempre vendo e sabendo de tudo que ela estava fazendo por lá.
Esse ano, no Maternal II, a dinâmica é um pouco diferente. Estimulam mais a autonomia e a independência das crianças, com isso eu não tenho mais o contato diário com a professora e o que sei do período que a Alice passa na escola é narrado por ela.
Por um lado eu me sinto carente, eu gostava de saber de TUDO que rolava na escola... meu lado mãezona não tem como negar isso. Mas, por outro, isso deu origem a uma troca deliciosa entre eu e Alice onde ela, diariamente, me conta tudo o que fez na escola. E, a cada narrativa, me encho de orgulho, afinal, não é mais um bebê, é uma menininha que tem histórias próprias para me contar e que escolhe o que vai contar e dividir comigo...
E foi nesse espírito que tive um diálogo alucinante com ela recentemente. Alice, sentada no seu cadeirão, a caminho de um lugar qualquer e eu, distraidamente, dirigindo.
Alice: Mãe, sabia que eu tô istudando a água na iscola?
Mãe: É mesmo, filha, é o que você aprendeu?
Alice: O sol isquenta os rios, o mar e as cachoeias, e aí a água via gotinhas e vão paia as nuvens. Aí depois tudo via chuva. Mas não pode bebe a água dieto, tem que botá no filto paia tiá as bactéias!

E, de um segundo para o outro, vi meu bebê que estava sentada no cadeirão desaparecer e dar lugar a uma criança que aprende coisas de verdade na escola! Ai que saudade de quando tudo o que ela aprendia era a misturar tinta e lambuzar papel!!!!

domingo, 20 de março de 2011

O bilhete!

Ontem a Lorena, uma amiga nossa que é mãe de um amigão da Ana, convidou a Aninha pra ir pra lá. Ela não quis dormir, aí elas combinaram que quando a Ana acordasse podia ligar que Lorena viria buscá-la. Eu conversei com a Ana, pedi pra ela ficar com a gente no domingo, já que na segunda ela veria o João (o amigão). Aninha disse que ele estaria esperando por ela, e que ela daria "só uma passadinha". Bom, as meninas acordaram, fiquei de preguiça na cama e derrepente acordei com a campainha: Ana já havia ligado, a Lorena já tinha chegado e não só ela, como também a Carol, já estavam de mochilas prontas para irem! Para nós, ficou este bilhete:
Bom, então tá, né?
Má.

sábado, 19 de março de 2011

Rapidinhas aos 3 anos

"Mãe, sabia que eu sou um pouquinho você e um pouquinho o papai... por isso que eu chamo Perri Neves. O pouquinho Perri é teu, o pouquinho Neves é dele!"

***

"Mãe, sabia que a chuva é 'pôque' faz calor e o mar, os rios, as 'cachoeias' e as piscinas 'viam' nuvem e depois 'viam' chuva???"

***

"Mãe, médicas de 'péna' e 'baço' podem ser 'bailainas' e 'nadadeias'?" (sobre querer virar ortopedista mas não abrir mão de fazer balé e natação)

***

"Minha 'pancinha' de natação tem dois 'fuiacos'!" (A 'pancinha' vocês já conheciam... mas os 'fuiacos' eu sei que não! Então, para aprenderem do que se trata, basta saber que é um furo com um buraco, ou vice-versa, vai saber!!)

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Golfo

Filha (agarrada em seu golfinho de pelúcia): "EU AMOOOOOO o meu Golfinho... quando ele sê gande, vai sê um Golfo lindo!"
Mãe: "É golfinho mesmo, filha..."
Filha: "Purquê ele é piquininho! Quando quecê vai sê um golfo lindo!"
Mãe: "Não, filhota. Não importa o tamanho do golfinho, o nome dele é sempre golfinho. Ele não vira Golfo... Golfo é outra coisa!"
Filha: "O que qué dizê Golfo?" (Ela tem mania de perguntar o que são as palavras que ainda não conhece)
Mãe: "É tipo um lago de mar, filha... o golfinho é o bicho, o Golfo não é!"
Filha (pensativa): "mmmm..."
Mãe: "Entendeu?"
Filha: "Não... então o meu vai chama o Golfinho Golfo, tá?"
Mãe (pensando nas mil coisas que ainda precisa fazer): "Tá!"