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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Baby Alive

Estou impressionadíssima!
Sempre me senti meio culpada de usar fralda descartável. Não que eu tenha cogitado, realisticamente, usar fralda de pano. Não tenho babá e só tenho auxílio doméstico 3 vezes por semana, e, no primeiro ano da Alice eu nem tinha minha mãe por perto para me ajudar, portanto, a idéia de lavar fraldas passava BEM longe da minha cabecinha! Mas, apesar da culpa, conseguia entender que era aceitar ou perecer...
Só que agora fui descobrir que, em plena era da redução do lixo não reciclável, quando vemos campanhas e mais campanhas encorajando o uso de fraldas de pano e tal, uma empresa (a Hasbro) decide lançar uma boneca, que, vejam bem, usa fralda descartável que, pasmem, PRECISA ser trocada e jogada no lixo!
Não bastasse o absurdo que isso é, em termos de o que se ensina à criança (consumo absurdo, já que é um brinquedo que exige que se gaste CONSTANTEMENTE com ele!), o brinquedo ajuda a aumentar o volume de lixo de fraldas descartáveis? Como assim?
Aliás, no FAC no site americano da boneca Baby Alive, há uma pergunta sobre como fazer se a boneca ficar irritada (pois é, isso mesmo, agora bonecas se irritam). A resposta é que deve-se alimentá-la ou dar água a ela. Só que isso gasta uma fralda. Há também uma pergunta sobre a hipótese de se reutilizar a tal fralda descartável e a resposta é NÃO, as fraldas não podem ser reutilizadas!!!! Então, o que a Hasbro criou foi um brinquedo que obriga os pais a fazerem constantes visitas às lojas de brinqueos e de altíssimo custo de manutenção!
Quer saber? Esse é um brinquedo que eu não compro! E, digo mais, se alguém der isso para a Alice e eu não puder trocar, rapidamente serão fabricadas, em casa, fraldas de pano para a dita cuja!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Qual amor é maior? Campanha da UNICEF contra o racismo

Uma amiga me mandou um video super legal do UNICEF sobre o preconceito na infância, que achei lindo, e muito bom para reflexão. Queria demais postar aqui, mas quem disse que eu consigo??? Gente, a Ana precisa crescer logo pra me ensinar como mexe com estas coisas! Enfim, espero que vocês topem clicar no link e assistir, realmente vale a pena!
Má.
UPDATE: graças à Naiara aprendi a postar videos aqui! Valeu!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A melhor mãe do mundo

Sou da teoria que a melhor mãe do mundo é aquela que podemos ser para nossos filhos. Porém, ao contrário do que possa parecer, não acho que com isso a gente deva se resignar com aquilo que somos: muito pelo contrário, acho que devemos buscar sempre o questionamento sobre nossa maneira de ser mãe.
Outro dia estava conversando com uma amiga, e ela me contou que está passando dificuldades com o filho. Vejo que ela se sente sobrecarregada, pois acabou de se separar e quer dar conta de ser tudo para o filho dela. Gente, mãe precisa descansar, mãe precisa de um tempo, mãe precisa dormir! Não adianta querer fazer tudo. Às vezes acho que tanta divulgação sobre o ideal de ser mãe acaba nos afetando tão intimamente que a gente não consegue parar pra pensar que a felicidade dos nossos filhos depende da nossa. Mãe precisa estar o dia inteiro com os filhos? Mãe precisa se excluir pra ser mãe? Olha, pode até ser que sim, mas desde que seja algo genuíno, e não porque "disseram" pra você ser assim. Fora os julgamentos: sou uma mãe melhor porque estou mais tempo com meu filho... Argh...
Desculpas pelo desabafo público, mas acho que vocês sabem do que estou falando!
Má.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pirâmides Majestosas

Alice chegou em casa com uma bandeira do Brasil que tinha feito na escola. Toda orgulhosa, me mostra sua arte e diz:
- Mamãe, canta a música da Piâmide majestosa?
- Qual, filha?
- Da Piâmide Majestosa... a que faz a bandeia nacional subi!
- É a do "ouviram do Ipiranga as margens plácidas" filha?
- ISSO!
E toda contente começou a hastear sua bandeirinha enquanto eu cantava o hino!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As coisas mais simples

Estávamos passeando, eu, Alice e o meu marido. Nada demais, só um passeio de casa até a feira, coisa que fazemos todo domingo. Alice no meio, entre nós dois, segurando nossas mãos e tagarelando.
Ficou silenciosa por um minuto (acreditem, isso é raro!!!) e nos olhou.
"Eu ADOIO passeá com o papai e a mamãe e a Alice, juntinhos!"
E, voltou a tagarelar.
Olhei pro meu marido, que me olhou de volta. Não precisamos falar nada, era simples assim.
E são as coisas mais simples que me fazem a mãe mais feliz do mundo!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempo que passa

Outro dia fui deixar a Carol na escola, e quando entrei na sala tinha três crianças em pé. As crianças eram enormes, e eu pensei "o que este bando de marmanjo está fazendo na sala da Cacá?". Deixei a mochila no lugar e antes de sair olhei mais de perto: aqueles marmanjos SÃO da sala da Carol, são três coleguinhas dela! Meu deus, precisei olhar pros filhos dos outros para, daí, descobrir que a minha filha já está imensa!
De posse dessa nova informação, vi a Carol apagar três velinhas no bolinho que fizemos pra ela neste domingo, dia em que ela completou seus três aninhos. E o mais engraçado- ou cruel- é que nossos filhos crescem, mas a gente não: vai só ficando velhinha, velhinha...
E os parabéns pra minha pequena grande Carolina!
Má.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Jingle Bells!

Ontem Alice chegou da escola natalina! Decidiu que queria montar a árvore de natal e não tinha conversa. Colocou seu vestidinho vermelho, seu tutu de natal (não perguntem... é um tutu vermelho que ela encontrou no fundo de uma gaveta e decidiu que era o tutu de natal... eu só aceito, não tendo entender!) e seu chapéu de papai noel e disparou a cantar: "Fa-la-la-la-la-la-la".
Enquanto saltitava ao redor da árvore com os enfeites, pendurando cada um no seu lugar "perfeito", ela fazia pequenos sons de "uuuhs" e "aaahs". Parava, tomava distância da árvore, analisava os espaços e voltava a saltitar e cantarolar e pendurar enfeites.
Cantou seu repertório natalino completo, que se resume ao "Fa-la-la-la-la-la-la", alternado com "Jingle Bells" (num inglês macarrônico delicioso), e com "Ó pinheirinho di Natal... que lindos são seus raios!!!" (Tá, seriam ramos, mas ela cismou que são raios, então tá, né?). E, a cada 20 minutos, num tom um pouco impaciente, ela perguntava: "Já é hoje o natal, mamãe??"
Finalmente, quando terminamos e ela se deu por satisfeita, tomou 3 passos de distância e exclamou, numa alegria inigualável:
- OLHA MAMÃE, tá LINDA, tá MAIAVILHOSA... tá.. tá... tá TÃO ROMÂNTICA!!!!