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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A arte da manha

Alice estava enrolando para dormir. Estava fazendo mil e um reivindicações para ficar quieta na cama. Eu, no meu papel de mãe durona, não cedendo a nenhuma, afinal, não negocio com mini terroristas! Nisso, ela, muito frustrada (porque, as 11 da noite, eu não topei ler uma história enquanto fazia cafuné no cabelo com uma mão, carinho no pé com a outra, e segurava a mamadeira para ela tomar um leite), me bateu. Eu, em silêncio, me levantei e falei em tom firme: "Você me bateu, se quiser que eu volte a ficar com você no quarto para você dormir, me chame quando estiver pronta para me pedir desculpas!" E sai do quarto.
Ela, no seu papel de mini terrorista, começou a chorar aos berros.
Depois de uns 10 minutos, meu marido foi até o quarto dela e perguntou se ela já tinha terminado o show e se estava pronta para pedir desculpas. Ela, parou de chorar e, com a voz mais tranquila do mundo declarou:
"Não, num teminei ainda. Meu tavisseinho é muito macio e gostoso paia choiá. Vou choiá mais um poquinho i depois fico ponta, tá?"
Meu marido, segurando a gargalhada com a cara de pôquer mais fantástica do mundo, saiu do quarto e veio me contar. Eu caí na gargalhada imediatamente.
Dito e feito. Ela chorou como se fosse o fim do mundo por mais uns 10 minutos e, do nada, parou, me chamou e falou: "Ponto, mãe, agoia eu acabei. Diculpa, tá?"
E assim ela deitou, eu sentei ao lado da cama e ela adormeceu tranquilamente.
Vai entender!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Discambuída"

Alice se levanta e exclama: "Mãe, piciso tomá banho, estou toda discambuída!"
Eu: ??????

Alguém tem algum palpite sobre o que ela estava?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Filha quase única

Quando temos só um filho, temos muito tempo para ele e, quando alguém se prontifica a ficar com ele um pouco, aproveitamos para dedicar este tempinho restante a nós mesmos ou ao casal. Porém, quando temos dois filhos, fica mais complicado dar aquela atenção exclusiva. E no nosso caso, que não contamos com a família morando aqui, fica ainda mais difícil.
Por isso recebemos com alegria o convite para a Ana ir dormir na casa de um amigo querido no sábado e aproveitamos o resto da tarde e da noite para fingirmos que éramos pais apenas da Carolina. Passeamos no shopping, comemos um jantar muito bom e ela escolheu um guarda-chuva amarelo do jeitinho que queria. Curtimos muito este momento a três, e ela se sentiu importantíssima... É muito legal, sempre que possível, estes "rodízios" familiares! Fazem um bem danado para todos nós!
Má.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rapidinha Eleitoral

Alice foi votar comigo. Deixei que ela confirmasse cada um dos meus votos. Ela ficou muito contente em votar e contou para todo mundo que conhecia, com direito a sonoplastia do apitinho que a urna faz logo depois da confirmação do voto.
Num determinado momento, alguém perguntou se ela tinha votado no Gabeira e ela, prontamente, respondeu: "Não, eu não sou cadeia*!" (* cadeira!)
Ai ai ai... muito a explicar para a baixinha ainda!rs

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os pais velhos e os pais novos

A Ana já mudou tanto de escola, tadinha... Vários amiguinhos que vieram e se foram. E nós também, tadinhos, já mudamos tanto de pais de amiguinhos...
Numa das últimas mudanças, ela entrou no primeiro período de uma escola em que a maioria das crianças estavam juntas desde o primeiro ano de vida. Não foi fácil se enturmar, nem pra ela nem pra nós, pois o grupo era bem unido. Mas todos consegumimos, e deste grupo de pais hoje temos grandes amigos, sendo uma mais do que especial, a Lô, que foi quem nos recebeu com mais carinho.
E agora cá estamos numa nova escola. Alguns amiguinhos que eram da turma da Ana também foram para esta escola, mas por questão de idade e pelo ano letivo ter início em agosto e não em janeitro, eles foram para o segundo ano, enquanto Aninha ficou no primeiro. Neste finde tivemos a primeira festinha de escola e fui conhecer algumas mães. Uma desta amigas da outra escola disse brincando:
"Você só quer saber dos pais novos, e os pais velhos aqui???"
Preferir eu até preferia ficar só com os velhos, mas a gente precisa socializar, não é?
Uma escola nova é um grande desafio, não só para os pequenos como também para os pais!
Má.

sábado, 25 de setembro de 2010

O banho do recém nascido

Mais um tópico sobre os recém nascidos... dessa vez, o banho...
Quando eu estava grávida, ou vi VÁRIAS recomendações sobre o banho. Era um tal de "use água filtrada", "não precisa filtrar, mas ferve a água", "compra um termômetro de banho, a temperatura tem que ser perfeita", "não pode dar banho e passar pelo corredor da casa, pode ter uma corrente de ar, e isso é sério", etc.
Aí a Alice nasceu, no dia 18 de dezembro, um calor da peste no Rio de Janeiro.
Na maternidade foi participar do primeiro banho dela. Debaixo da bica da pia de banho, Alice foi lavadinha e ficou toda gostosa. Olhei para o pediatra e perguntei se eu podia usar água da bica mesmo, afinal, era mais simples assim. A resposta foi simples: "Bunda lambe?"
O primeiro mito caiu por terra! Realmente, se não for lavar a boca com enxágue direto, água é água, e nada melhor do que a da bica (diga-se de passagem que a água da CEDAE, no Rio de Janeiro, ao contrário do que pensamos, é SUPER salubre para consumo humano).
Com o calor, água em temperatura "perfeita" era discutível! O que é temperatura perfeita para a água quando temos 40 graus à sombra? Se eu desse banho a 35/36 graus, no termômetro (que eu nunca comprei), eu ia fazer um chá de bebê autêntico! Com isso passei a usar o termômetro "mãoterno"... colocava minha mão na água e, se a temperatura estivesse agradável ao meu toque, era a temperatura do banho... e sem neuras de manter a temperatura estável, né? Com isso Alice acabou com uma predileção para água do tépido para o frio... o que é, pelo que dizem, super saudável!
Aí, tinha uma tal de uma regra de que eu deveria fechar as portas do banheiro e vestí-la sobre o trocador da banheira, para evitar transitar pela casa e expô-la à famosa "corrente de vento" (que, do jeito que falam, parece que era a principal causa mortis dos bebês no passado...). Só que o banho era mais frio do que a temperatura do ambiente, e, no verão carioca, as "correntes de vento" tendem a ser tão quentes que chegam a ser desagradáveis. Portanto, esse mito caiu por terra também. Terminava o banho, enrolava ela tranquilamente e sem neuroses, numa toalhinha, e lá íamos nós, corredor afora, até a cama (eu nunca curti o tal do trocador em lugar nenhum, sempre preferi vestí-la na cama de apoio do quarto). Eu a secava com tranquilidade, janelas abertas e tudo, aproveitando para olhar cada detalhe do corpinho dela, cada dedinho, cada curvinha... e, de quebra, ainda curtia fazer uma super massagem nela! Nunca tive nenhum problema com a tal "corrente"!
No inverno, quando fazia frio, só na hora de dar banho, eu fechava a janela do quarto. Mas, nem era para fugir da tal corrente! Era mesmo porque, convenhamos, corrente ou não, frio saindo do banho é um saco, né? Mas quando o inverno chegou, Alice já não era mais recém nascida (e, do jeito que falam, a tal corrente parece só atacar mesmo bebês muito pequenos).
E, assim, o banho sempre foi simples, sempre foi delicioso, e nunca veio acompanhado de medos e pânicos e manias! Era um banho e só!
E, vou mais longe, sempre lavei o rostinho com a água do banho mesmo (logo antes de colocá-la dentro da água), nunca tive medo dela escorregar das minhas mãos, porque eu sabia que se isso acontecesse, ela sobreviveria... não é uma molhadinha de cara que vai matar um bebê, até porque, bebês, até por volta de um ano, tem o reflexo de não inspirar quando submersos! Dá tempo, tranquilamente, de pescar a cria de dentro da água se ele escorregar!
Enfim, banho tem que ser assim, gostoso e BEM curtido pelo bebê e pela pessoa que dá o banho. É um momento mágico onde aquele serzinho pode se sentir livre em seus movimentos, aproveitando o toque em todo seu corpinho. Até hoje adoro dar banho na Alice (quando ela colabora, porque, falando muito sério, tem dias que ela está com a macaca e resolve dar uma de cascão!).

Já chegou o Natal?

Hoje de manhã enquanto eu estava morta enterrada embaixo de 2 edredons deitada no sofá cochilando enquanto a Sophia brincava e assistia desenho na sala ela descobriu que o "Dia das Criancinhas" está perto graças aos mil e um comerciais que bombardearam a TV...e como boa consumista que ela é começou a pedir para compra tooooodos os que passavam.
A mãe mais pra lá do que pra cá, cansada de tentar dormir e toda hora ser interrompida com um compra pra mim e ter que ir variando as respostas entre " mais tarde, quando tiver dinheiro, quando eu ganhar na mega sena acumulada e pede esse pra sua vó, pede pro vovô, e pede pro titio" resolveu mudar radicalmente para o PÕE NA LISTA! Com a intenção de encerrar a conversa por alí pra poder voltar a dormir...
"Mãããããe....Já chegou o Natal?"
"Ainda não filha."
"Mas já é pra fazer lista?"
"É pra a gente poder depois escolher 1 presente da lista das coisas que vc está me pedindo..."
"Ah tá....entendi..........Ah mãe também, o Papai Noel não dá presente....ele só dá balinha não é mãe?"
"É filha....o Papai Noel só dá bala...pirulito né? O presente a mamãe que tem que comprar..."
"É né?!"
***

Numa boa...não vou dizer que Papai Noel não existe até pq ela tira foto com o bom velhinho todo ano no shopping, mas ele só dá bala mesmo......não vou deixar ele ficar com a fama não....enquanto pra comprar o presente alguém tem que ralar pra trabalhar...
XOXO