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sábado, 25 de setembro de 2010

Saindo de casa com o bebê

Ando nostálgica da fase bebezinho pequeno da Alice. Por isso, pessoal, não se surpreenda se eu aparecer por aqui, vez por outra, falando sobre os primeiros meses do bebê!
Daí que lendo o blog Potencial Gestante, me lembrei da neura que vivemos sobre sair com o bebê pela primeira vez. Tem médico que ainda recomenda que o bebê não deve sair de casa antes de 1 mês, ou 2 ou 3... eu jogo as mãos para os céus que o pediatra que fez o meu parto e atendeu a Alice até os 3 meses não seguia essa tese.
Alice nasceu no dia 18 de dezembro, com um pouquinho de icterícia. Precisava tomar um solzinho pela manhã e meu prédio não tinha play, ou área comum. Eu, morrendo de medo de sair com ela, tentei usar o sol que adentrava pela janela. Mas isso não funcionou! A posição que o sol batia no horário que ela podia tomar sol era difícil demais.
Aí, no 2o dia em casa, tomei coragem e coloquei ela no carrinho e fui para a rua. Andei até o calçadão da praia e percebi que não era esse bicho de 7 cabeças que eu pensava. Ela estava feliz, de bunda de fora, se esquentando no sol. Dez minutos de frente, dez de costas. Aí ela botou a boca no mundo porque tinha fome, e eu sentei na sombra, e amamentei olhando o mar. Descobri uma paz imensa ali. O Baby blues que me assolava desde o dia seguinte ao nascimento dela, parecer sumir. Logicamente adotei a idéia. Diariamente, por cerca de 1 hora pela manhã BEM cedo e mais 1 hora no final da tarde, eu sentava com a minha princesa na sombrinha e ficávamos ali, ela mamando e eu olhando e contemplando. Foi sensacional.
Além disso, com 7 dias de nascida ela encarou o primeiro natal em família. Fomos todos para a casa da minha tia e ela ficou lá no quarto, feliz e dormindo.
Continuou saudável, continuou tranquila (tá... não dormia, mas era cheia de felicidade porque também não se esgoelava!rs).
Na primeira consulta dela com o pediatra, com 10 dias de nascida, tinha engordado quase 1kg e crescido alguns centímetros. Estava bem, sem icterícia. Coradinha (inclusive a bunda, devo dizer) e com uma carinha redonda e deliciosa. Contei para ele, com pânico de levar um esporro sem nome, que eu estava levando ela para o calçadão todo dia, de manhã e no final da tarde. Perguntei se eu estava errada. Ele falou, com toda a tranquilidade que não, sair não era um problema, desde que eu ficasse longe de lugares fechados ou muito cheios.
Tempos depois, conversando com uma amiga, ela me contou a reação do pediatra dela:
1) Quando você saiu da maternidade e foi para casa, tinha um túnel de um lugar até o outro?
2) Você já levou teu filho ao pediatra? Ou o pediatra veio na tua casa?
3) Já levou teu filho para vacinar? Ou a vacina veio em casa?
4) Você abre as janelas do quarto do teu filho e da tua casa? (e é bom abrir, mesmo no frio, porque quarto fechado é um paraíso para os ácaros!)
Aí ela respondeu que sim para tudo e ele falou:
"Então teu filho já saiu de casa, né?"

Portanto, amigas, respeitando a distância de locais fechados e locais cheios demais, pode sair de casa sim, tá? Faz bem para o bebê respirar ar fresco, faz bem para você olhar algo que não envolva decoração de quarto de neonatos!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Herança

Durante a gravidez a gente fica viajando, pensando se nosso filhote vai herdar nosso cabelo, o nariz do pai, nossa inteligência brilhante ou a teimosia paterna. Pensa, sonha e lembra de várias coisas boas, acrescentando as lindas mãos da avó ou a inteligência do avô. O problema é que nessa conta a gente sempre esquece de somar o problema de pulmão do tio, o câncer da mãe ou o diabetes da avó... Mas estes fantasmas mais cedo ou mais tarde acabam vindo nos assombrar!
E é neste espírito assombrado e temeroso que sempre vamos à oftalmologista. Tenho miopia, astigmatismo e, como se não fosse o suficiente, também tenho ceratocone. Meu marido é completamente míope, e só enxerga graças às lentes de contato. Portanto, temos bons motivos para considerar o check-up anual da saúde dos olhos das meninas uma sessão de tortura.
Mostra as letras, os números, o aviãozinho pra lá, o aviãozinho pra cá; pega o Bob esponja com os óculos, faz o olho do pirata, pinga o colírio, mostra o ursinho que operou os olhos. E após uma hora de ansiedade, a boa notícia: as duas estão ótimas!
UFA!
E até o ano que vem...
Má.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O mundo das mães blogueiras!

Pois é... mãe blogueira é tudo igual, ADORA dividir experiência! GRAZASADEOS!!!! Muito do meu "sofrimento" de mãe de primeira viagem foi aliviado por essas mães pitaqueiras que me ajudavam a ver que aquele sofrimento que eu estava sentindo não era exclusividade minha e que tudo ia passar, e passou, vem passando e vai passar!
Quando nossos pequenos pacotinhos de felicidade chega em casa, não temos muita chance (e, com freqüência vontade) de nos reunir com pessoas que estão passando pelo mesmo momento que nós. E é aí que entra essa blogosfera materna sensacional! Nela conseguimos encontrar um monte de pessoas que acabou de passar pelo que passamos agora, ou que estão, nesse exato momento, sofrendo com as mesmas dúvidas, com os mesmo medos, e com as mesmas angústias que nós.
E, nessas andanças internéticas, acabamos encontrando inspiração para continuar escrevendo e dividindo. As vezes numa resposta a uma postagem de outra mãe, as vezes numa dúvida sobre algum assunto que lemos com freqüência. E foi numa dessas que acabei escrevendo uma resposta que mais pareceu um post, e que acabou virando isso, mas num blog (na verdade dois) alheios! E eu fiquei tão emocionada de ver que consegui ajudar um pouco, e tão homenageada de ter tido um comentário meu tão comentado e tão elogiado que resolvi não reproduzí-lo aqui, mas indicar as duas blogueiras que o publicaram que têm blogs que valem a pena ser lidos e acompanhados!
O tema da minha resposta é a famosa cólica do recém nascido, mas os dois blogs abordam vários outros assuntos que toda mãe deveria ler!
Então aqui vão os links:

Então é isso, amigas seguidoras, blogar e acompanhar a blogosfera pode ser uma coisa muito legal! Além de agregar pessoas com experiências similares, ainda nos fornece preciosas dicas para nos sentirmos mais seguras sobre essa fantástica experiência da maternagem!

sábado, 18 de setembro de 2010

Ficou velho, troca!

Alice era muito apegada à moça que trabalhava na nossa casa desde que ela nasceu, mas que foi embora recentemente. A saída dela, na cabeça da Alice, foi bastante tranquila, até porque aconteceu num momento da nossa vida no qual tinha tanta coisa acontecendo que a coisa toda ficou um pouco em segundo plano. E eu achava que ela nem lembrava muito da "Cacá".
E, lá fui eu levá-la para a escola quando ela pergunta onde está a Cacá. Expliquei que ela saiu da nossa casa, e que agora tínhamos a Rita conosco para nos ajudar.
"A Cacá ficou velha? Poísso você tocou ela?" perguntou.
"Alice, eu não troquei ela. Ela saiu porque tinha um outro lugar para trabalhar, mais perto da casa dela."
"Mas é puque ela ficô velha, né? Aí num sevia mais, né?"
Aí eu me rendi e respondi: "É, filha, foi isso!"
Vai explicar o conceito de emprego mais interessante para uma criança de 2 anos e meio, né?rs

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Verdade

Estava com umas complicações no banco, e, como todo mundo sabe, resolver complicação de banco é praticamente impossível. Mas, me armei de todas as minhas forças e de uma paciência ímpar e me despenquei para lá. Levei vários brinquedinhos para a Alice e já estava pronta para ficar um bom tempo sentada esperando e depois tentando resolver o problema.
Fui atendida rapidamente, graças ao atendimento prioritário, e Alice estava se comportando direitinho. Mas, como eu esperava, o caixa do banco disse que não tinha como resolver o meu problema, depois de alguma discussão, bastante esquentada, e de meia dúzia de ameaças, da minha parte, de fechar minha conta, me pediram para esperar o atendimento de um gerente.
Lá fui eu sentar e esperar. Alice já tinha se cansado dos brinquedinhos e já tinha começado a explorar o que tinha ali para fazer. Com isso já estava andando de um lado para o outro, cantando e fazendo um pouco de barulho (a típica cantoria e falação de criança procurando diversão). Não sei se por isso, ou porque percebeu que o gerente ia levar um milênio para me atender, ou por pura compaixão, o caixa me chamou de volta e começou a tentar se dedicar bravamente a resolver o meu problema, dessa vez com uma boa vontade incrível.
E foi aí que aconteceu. Alice pediu para vir no meu colo, queria ver o moço. Mas, assim que eu a coloco no colo, ela olha para o caixa, dá uma risadinha, e pergunta a ele, no típico tom de voz infantil que se faz ouvir a quilômetros de distância:
"Moço, puque você num tem nenhum cabelo na cabeça?"
Eu tento segurar o riso, e consigo, com maior eficácia do que o resto do público, pelo menos. E de rabo de olho dou uma repreendida visual na baixinha.
"Mas, mamãe, ele não tem NENHUM cabelo, NENHUM! Ele é MUITO caiéca! Ele é mais caiéca do que o vovô!"
Eu sussuro para ela ficar quietinha. O caixa já está tentando controlar o próprio riso.
"Mãe, tem que falá paia ele que, se botá aguinha na cabeça vai crescê u cabelo... fala paia ele, mãe!"
Aí já não dava mais para aguentar, o banco inteiro veio abaixo de tanto rir, até o caixa "caiéca".

Eu amo o fato de que as crianças falam a verdade, doa a quem doer!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cuidado, cuidado...

Hoje meu post é um alerta!
Há umas duas semanas um fotógrafo pedófilo foi descoberto aqui em Brasília. Ele era de uma empresa "confiável", tinha estúdio em um bairro chique daqui e fazia fotos de festa, books, etc, etc. Ele foi fotografar uma menina de sete anos e pediu para a mãe aguardar de fora, para a menina ficar mais "à vontade". A mãe estranhou a demora e a porta trancada... Depois disso, a polícia já prendeu o FDP.
Fica o alerta, por mais que pareça confiável, não dá pra baixar a guarda... Infelizmente este mundo tem muita gente ruim, e precisamos preservar nossos pequenos.
Má.

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma Chapeuzinho Vermelho nada tradicional

Vocês lembram da história da Chapeuzinho Vermelho? Aquela do Lobo Mau que gosta de comer menininhas e vovozinhas? Pois é, se você achava ruim ter que contar para a sua filha que o lobo mau enganava a pobre menininha, corria na frente, devorava a vovozinha, depois mandava ver de carpaccio de chapeuzinho vermelho e acabava destrinchado por um caçador, prepare-se para esta versão.
Por singelos R$9,90, em lojas como a Casa & Vídeo e Americanas, você pode comprar e se deliciar com a mais bizarra versão dessa tradicional historinha que eu já vi!
Tudo começa com Chapéuzinho Vermelho se apresentando. Seu nome é Ana Cristina, sim, Ana Cristina. Mas, se você tentar chamá-la assim, ela não responderá, pois só atende pela alcunha de Chapeuzinho Vermelho.
Depois de brincar com o seu gatinho, sua doce mãezinha avisa a ela que tem uma notícia que a deixará muito triste: sua querida vovózinha está muito doente. Chapeuzinho de esgoela de tristeza. Mas é tranquilizada pela mamãezinha que diz a ela que tudo ficará bem se ela levar uns docinhos para a vovozinha. Mas, Ana Cristina, digo, Chapeuzinho, tem medo da floresta, porque acredita que lá encontrará um leão selvagem ou um monstro terrível. Mamãezinha a tranquiliza e avisa que o único perigo é mesmo o lobo que ronda o pedaço. E chapeuzinho se põe a caminho.
"Pela estrada afora, eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovozinha..."
Epa, o que é isso? Chapeuzinho é interceptada por uma estranha borboleta que nada mais é do que o lobo disfarçado. Curiosamente, o lobo, ao vestir-se de borboleta (que mais parece uma abelha), consegue também voar!
Chapeuzinho e o lobo conversam longamente e, finalmente, o lobo consegue (não lembro bem como) fazer com que a Chapeuzinho demore mais do que ele para chegar na casa da vovozinha.
Lá, ele entra e devora a vovozinha de uma só bocada. Veste-se com as roupas da boa velhinha e deita-se na cama.
Pouco depois chega a netinha, contente e feliz, cantarolando até a porta. Quando entra, ao ver aquele lobo fantasiado de vovozinha (esse lobo é ardiloso, consegue enganar direitinho!), o questiona sobre seus grandes olhos, se queixa do fedor que a vovozinha exala e sugere um bom banho. Explica que a vovozinha está muito parecida com uma borboletinha muito feia que encontrou pelo caminho. Mas não se dá conta que é ele mesmo, o terrível lobo, que a devora de uma só bocada também.
Empapuçado de tanto comer, o lobo acaba caindo no sono. E aí começa a melhor parte da diversão!
Chapeuzinho encontra-se com a vovozinha dentro da barriga do lobo e fica muito contente de estar com ela. Mas, precisam arquitetar um bom plano para sair dali logo.
"Estou ouvindo alguma coisa!" diz a vovozinha.
"Puxa, vovó, você até escuta bem direitinho para alguém da sua idade" responde, bizarramente, a netinha amada.
E, vovó estava certa, era um caçador que passava pelo caminho. Elas gritam bem alto, e ele, curiosamente, escuta e começa a travar uma longa conversa com elas sobre como seria a melhor forma de tirá-las de dentro da barriga do lobo.
O caçador sugere usar uma tesoura bem pontuda e afiada para abrir a barriga do bichano e resgatá-las. Mas vovozinha é politicamente correta e não acha que devam fazer nada que possa matar o lobo. Além do que, diz ela, a tesoura poderia ferir ambas, já que está tão apertado dentro da barriga desse lobo. Ele então sugere que ele coloque fogo no lobo, assim, a pele se queimará toda e elas poderão sair. Vovó, novamente tomada por uma consciência ecológica ímpar, diz que não. O fogo, além de queimá-las, faria mal ao lobo! Afinal, ele só precisa é de uma boa lição!
O caçador pede um tempo para pensar na melhor solução, diz que precisa espairecer, que vai dar uma volta e assim que tiver uma idéia, voltará para salvá-las. Vovozinha diz que vá, mas que volte rápido, pois logo o lobo entrará em processo digestivo e o ácido gástrico vai acabar derretendo as duas vítimas dentro daquela barriga.
A essa altura, vovó pergunta a chapeuzinho se ela tem alguma idéia para iluminar o ambiente, pois é mais fácil pensar com luz. Chapeuzinho pensa, pensa e tem uma idéia. Lembra-se da bola de cristal mágica que ganhou da vovozinha e que sempre carrega consigo. Assim, iluminadas pela bola de cristal mágica, elas conseguem ver onde estão. Chapeuzinho assusta-se com as costelas do lobo. Vovó fala meia dúzia de coisas que não fazem o menor sentido.
O take agora é do lado de fora da barriga do lobo. O lobo, dormindo, começa a expirar uma fumaça estranha pela boca e pelo nariz. "O que será isso?" pergunta o locutor. "Sim, é a fumaça causada pela bola de cristal mágica de chapeuzinho!"
O lobo começa a convulsionar. São convulsões suaves, pelo menos. Mas há tosse também. Depois de um bom tempo de convulsão, o lobo começa a ver flores enormes girando e se pergunta se está na história da Alice no País das Maravilhas. Do nada ele vê um gato preto, ou será um urubu amarelo! O lobo está confuso, nada faz sentido (pelo menos nisso eu e o lobo concordamos)! Não, não é nem um gato, nem um urubu! É a vovozinha rodando no ar, como uma bala de canhão muito lenta. E, o que é aquilo ao lado dela? Sim, é a Chapeuzinho que também roda no ar lentamente. O lobo as tossiu para fora!!!!
O lobo finalmente para de ver coisas e começa a caçar seus alimentos favoritos novamente. Mas, espertas e com a ajuda do caçador, vovozinha e chapeuzinho colocaram pedras fantasiadas com suas roupas (pausa para o comentário da Alice: "Mãe, elas estão cobertas de sujeira!"). O Lobo, guloso e apressado, as devora de uma só bocada e tem uma baita de uma indigestão.
E assim, o lobo aprendeu que nunca mais podia comer pessoas e Chapeuzinho e sua querida vovozinha viveram felizes para sempre!

Eu não sei quem foi que deu esse DVD para a Alice, e tenho certeza de que teve excelentes intenções. Mas, infelizmente, não sei se foi o ácido que os criadores do desenho tomaram, ou as pedras fantasiadas de vovozinha, ou o urubu amarelo, mas alguma coisa destruiu o disco de forma irreparável. Alice, conformou-se, e aceitou assistir desenhos menos surtados. E eu, a partir de agora, sempre assistirei todo e qualquer vídeo que a minha filha receba de presente, mesmo aqueles que tiverem a aparência mais inofensiva do mundo!