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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como se divertir bem cedinho

Alice acordou com tudo hoje. Falante e conversadeira. Segundo ela mesma, tem dia que ela fala mais que o burrinho do Shrek!
E lá estava ela se vestindo com o pai quando declara:
"Tem uma pipoquinha coçando no meu bumbum, passa Cetilan?" (Cetrilan é uma pomada contra assadura MARAVILHOSA que eu uso nela vez ou outra)
Quando, ao passar Cetrilan, a pipoquinha não desapareceu, ela manda:
"Acho qui o Cetilan tá quibado, passa nebacetinho?"
Gargalhadas gerais e seguimos com o processo de ficar prontas. Logo depois de escovar os dentes, ela olha para o antibiótico e diz:
"Ponto, os bichinhos do dente já foiam imboia, agoia piciso do meu remedinho!"
Dei o antibiótico (é muito bom quando a criança lembra que tem que tomar, facilita tanto a vida de mãe!) e ela, satisfeita, diz:
"Agoia eu já tô melhó, possu i paia a iscola!"
Ouço a porta abrindo, é a diarista chegando. A pastora alemã, que vai para a casa da vovó quando chega a diarista, ainda estava em casa. Corro e a tranco no meu quarto. Alice, corre para a diarista e diz:
"Rita, quasi que você foi comida pela Luna!"
Mais gargalhadas, deixo o marido providenciando a remoção da canina para levá-la para a escola. Assim que entra no carro, Alice pergunta:
"Si o Mecedão quebá, vamu robá um outo carro do vovô?" (O mercedão é o carro "antigo" que o pai comprou e que ela AMA!)
Saio da garagem e ela, olhando para os lados, declara:
"Ixi, mãe, isquecemo o papai!"
"Não filha, ele não vem conosco hoje, ainda não estava vestido."
"O papai é muito lédo di manhã, né?"
Gargalhadas soltas e nos aproximamos da escola.
"Mãe, sabe que si a amiguinha mi modeiá, eu choiaiá?"
Risos incontroláveis e a certeza de que talvez esteja chegando a hora de começarmos a aplicar os verbos no futuro da forma mais gramatical que existe!
Acordar bem cedo assim vale até a pena, né?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O "unicórnio"

-8hs da manhã-
Sophia: Mãe...eu não quero ir vestida de unicórnio pra escola...
Eu: Tá bom filha, você não vai vestida de unicórnio (????)
Sophia: Mas mããããe....eu falei que não quero ir de unicórnio!?
Eu: Que unicórnio menina? Onde você tá vendo unicórnio aqui? Só tem um menino e uma menina desenhados na blusa.....eu hein?!
Sophia: Mas mããããe, você disse combinado que não ia de unicórnio!!!!
Eu: Santo Deus...dá paciência...me mostra esse unicórnio menina...que eu não tô vendo!!!
Sophia: Mãe, não quero ESSE unicórnio! Pegando a blusa do UNIFORME da escola e sacudindo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo que aquilo é um unicórnio!
Eu: Filha, o nome disso não é unicórnio...é u-ni-for-me.
Sophia: Mãe! (séria) Eu não quero o fififorme!
Eu: U-ni-FOR-meee
Sophia: U-ni-COOOOOOR-niooooo
Eu: ok. ok.....veste logo essa blusa que a gente já tá atrasada....vai de unicórnio mesmo, tá linda...

Oque não faz com uma mãe o mal humor matinal né? 100% vencida pelo cansaço...
XOXO

O antibiótico

Todo mundo fala maravilhas do talzinho... e, realmente, tenho que confessar que a vida do ser humano melhorou e foi prolongada por ele. Mas, da forma que vem sendo usado, eu tenho até medo dos efeitos que ele terá na vida humana no futuro!
Basicamente, o que eu descobri, depois do evento maternidade, é que antibiótico, para criança, é dado com uma freqüência insana! E, eu não acredito que realmente seja necessário tomar tanto antibiótico assim!
O que eu não consigo entender é que as pessoas (digo, médicos) não percebem que o uso de antibióticos só faz dar força às bactérias causadoras de infecções, gerando nelas uma resistência complicada! Já é sabido pelas indústrias farmacêuticas e pelos pesquisadores, que muitos dos antibióticos no mercado atual, são inócuos para grande parte das bactérias que circulam nas grandes cidades, justamente pelo uso abusivo dessas substâncias!
Quando eu era menina, me lembro de poucas vezes que tomei esse troço. Já na vida adulta, quando tive a minha série contínua de infecções renais, acabei tendo que tomar uma variedade deles e odiei cada minuto daquilo. Depois veio a tuberculose que me colocou num tratamento de 6 meses de antibióticos pesadíssimos. E, finalmente, me vi livre deles! Acho que de lá pra cá (e isso foi em 2000), se tomei antibiótico uma vez, foi muito... e foi só porque eu estava grávida e apareci com uma infecção renal, coisas que não combinam! No mais, sempre fujo e dou um jeito de "pagar para ver" quando aparece uma dor de garganta ou uma outra "infecção" qualquer. Ainda não morri e sou uma pessoa razoavelmente bem de saúde. O que indica que os antibióticos tomados ao primeiro sinal de dor de garganta podem não ser necessários!
Com a Alice não foi diferente. Ela, hoje, tem 2 anos e 9 meses e nunca precisou deles! Já teve suas várias viroses, teve até uma otite simples que, por um erro de um plantonista e uma insegurança minha, a levou a tomar Amoxil. Mas, assim que a pediatra a viu e percebeu que não havia nenhuma infecção real, apenas uma inflamação, suspendeu. E ela seguiu bem e saudável, lutando com suas próprias armas a cada virose que pintava.
Minha filha não é super herói, ela não é diferente da maioria das crianças. Mamou no peito até 16 meses e isso pode ter ajudado, mas não foi decisivo. Conheço muitas crianças amamentadas no peito por longos períodos que vivem tomando antibióticos como se estivessem sempre mortalmente doentes.
Fiquei contente quando encontrei uma pediatra que compartilhava da minha visão: antibiótico só quando realmente há uma infecção!
Me lembro que, na minha adolescência, morando nos EUA, fui parar na enfermaria da faculdade com muita dor de garganta. A médica me examinou e falou que talvez fosse necessário tomar antibióticos. Quem já morou nos EUA sabe que controle de venda de antibióticos, lá, é coisa bem séria. Então, para receitar o antibiótico, ela enfiou um enorme cotonete na minha goela e tirou um esfregaço de lá. Com um simples exame de cultura detectou a infecção e me receitou um antibiótico. E, depois disso, percebi que sempre que eu tinha alguma queixa de dor de garganta, era esfregaço na goela antes de receitar remédios. Só da primeira vez houve necessidade.
Será que não valeria a pena fazer a mesma coisa por aqui?
Alice teve uma virose forte recentemente. Vomitou, tossiu, teve diarréia. Passou, mas ela continuou tossindo muito. Levei a um pronto atendimento (não vou citar nomes, mas era um dos top top aqui no Rio) e, depois de uma radiografia de pulmão (que eu confesso que achei desnecessária, uma boa ausculta teria resolvido o assunto, mas aceitei que tirassem porque tenho PÂNICO de pneumonia!), a médica, imediatamente, diagnosticou uma sinusite (sempre pensei que fosse necessário radiografia de seios da face para esse diagnóstico, mas, pelo que a minha pediatra explicou, com criança pequena nem precisa). Na lata recomendou 14 dias de antibiótico (e ficou com a cara mais surpresa do mundo quando eu falei que Alice só tinha tomado uma vez, por 5 dias e por engano!).
Não conformada com ter que dar antibiótico por 14 dias para a baixinha, liguei para a pediatra que me confirmou o que eu já sabia das minhas leituras: sinusite em crianças pequenas, a menos que esteja causando febre, não se trata com antibiótico. A maior parte dessas sinusites são debeladas com muito soro fisiológico, um mucolítico, e muita hidratação. E, assim, ficamos esperando para ver como a coisa evoluiria.
Infelizmente, 4 dias mais tarde veio a febre. Uma febre atípica, porque enquanto queimava 38.5 de febre, a Alice saltitava de alegria, brincava e sorria. Zero prostração, zero abatimento. O único sintoma que nos fez suspeitar de que algo não estava bem, era a falta de apetite (aqui, quando o meu ralinho de pia se recusa a comer, é porque algo está muito errado)!
E aí não teve solução, antibiótico mesmo.
E assim, minha pequena, aos 2 anos e 9 meses, tomou, pela primeira vez, esse tal do antibiótico! Espero que seja a única por muito tempo!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ocorrências

Ontem a Ana passou pela primeira vez na enfermaria da escola nova. Nada demais, uma coceira na mão (?) e um braço todo esfolado após um tombo. Mas este foi o primeiro B.O. da escola nova, e achei interessante, pois vem com várias informações, não é só um "sua filha se ralou toda, passamos um soro, tchaubeijos". Tem uma parte onde vêm descritas todas as ocorrências possíveis, para a enfermeira apenas assinalar. Lá estão os pânicos maternos: febre, dor de cabeça, sangramento, dor de ouvido, flatulência... Peraí, flatulência??? Como assim? Dor de gases é um horror, mas se cada criança tiver que ir à enfermaria quando estiver com flatulência, a equipe da escola não faz outra coisa...
Má.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A imaginação em benefício próprio

No supermercado, Alice sentadinha no carrinho dela. Já meio de saco cheio de ficar ali, vamos para a fila, que demora, como sempre. Ela me pede para tirá-la do carrinho e eu peço que espere só mais um pouco, pois já é a nossa vez e depois vamos embora. Ela se mexe e remexe, tentando se livrar do cinto de segurança e pedindo que eu a solte. Eu volto a pedir só mais um pouquinho de paciência. Ela olha para mim, com ar de sofrimento intenso e grita, para quem quiser ouvir: "Mas, mamãe, tem uma minhoca me mordendo!"
Eu mereço!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Usando o cadeirão no carro

E não é que a minha filhota virou matéria do RJTV por conta disso?
Quem quiser ver, aqui vai o link:


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ninho vazio

Confesso que estou aqui, meio perdida... Marido me acordou e disse que já estava saindo para trabalhar. Até aí tudo bem. E complementa: "a Giu tb acordou e quer ir comigo, já se arrumou e arrumou a mala dela sozinha! Tudo bem?"

Concordei, desci e vi uma garotinha toda radiante me dizendo que ia "talalá" com papai e que ia levar umas bonecas. Eu, meio dormindo ainda e meio atônita tb, concordei. Despediu-se e saiu. E eu estou aqui, tentando digerir o vazio que ficou....

O marido ainda falou: mas a mamãe vai ficar sozinha, não quer ficar com ela? Resposta? Não, pai, tá tudo bem, ela sabe ficar sozinha. KKKKKKKKKKKKK E de noite a "gentes" (ela sempre fala no plural - rsrs) volta!

Se ela soubesse que na teoria é simples, mas que mãe é um bicho estranho e estou aqui toda perdida sem ela... rsrs. Que ao mesmo tempo em que fiquei (idiotamente) me sentindo um pouco rejeitada, triste, por outro lado achei linda a independência dela, a determinação, ela ir organizando suas próprias coisas para levar.... fica tão claro que ela cresceu! Mãe é um ser estranho e contraditório, não?