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domingo, 20 de junho de 2010

Picasso que se cuide

A seguir cenas da minha artista...começou pintando bonitinha o quadrinho....a anta mãe parou de olhar 2 minutos e:


Tá se divertindo né?!
Direeeeto pro banho....e não encosta em mim!
kkkk
XOXO

sábado, 19 de junho de 2010

Ajudinha

"Filha, vamos arrumar a casa...arruma sua cama, tá?"
"Tá bom vou rumá o quato."
...
"Mãe, já rumei a cama. Já volto." (e toma rumo pra casa da avó, e antes que a mãe possa dizer espera um pouco ela já abriu a porta e já está longe)
...
A mãe ocupada nem vai olhar o quarto "arrumado", 5 minutos depois resolve dar uma conferida e não é que a cama estava mesmo arrumada?!


A Sophia já sabe arrumar a cama...é só jogar tudo no chão!!! Como eu não pensei nisso antes?
XOXO

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Papai pendurado

A familinha foi pega de surpresa com uma cirurgia do papai. Em nenhum momento escondemos da Alice o que estava acontecendo. Mas, nos primeiros dias, por limitações e acesso à unidade onde ele estava internado, ela não podia visitá-lo. Assim que ele foi pro quarto, providenciamos de trazê-la para vê-lo.
Ela chegou cabreira, olhando tudo. Primeiro perguntou o que eram os tubos presos ao braço dele. Explicamos que era o sorinho para o papai poder tomar remedinhos e que não doia nada. Ela olhou, encostou, esperou reações dele. Depois sentou-se no pé da cama e ficou contando as novidades para ele. Mostramos a ela que a cama subia e descia, coisa que, óbvio, ela AMOU.
Despediu-se do pai e foi embora.
No dia seguinte, na escola, a professora perguntou a ela como estava o pai, ao que ela, prontamente, respondeu:
"Ele tá pinduiado e tem uma cama MUITO doida que sobe e desce!"
A, arrematou com:
"O papai tá meiolando!"

terça-feira, 15 de junho de 2010

Como fazer um Cozido de Criança

Ingredientes:
- 1 mãe friorenta
- 1 criança calorenta, obviamente gelada e por incrível que pareça enrolada em 2 cobertas por vontade própria.
- Frio de 13 graus...com sensação de hummmmm 5...
- 5 edredons bem grossos espalhados na cama
- 1 aquecedor sem timer

Modo de fazer:
Acrescente todos os ingredientes em um quarto com a porta fechada (a janela também né...), acomode tudo muito bem em uma cama, cubra a criança com 3 cobertas, se cubra com 2 e jure que vai deixar o aquecedor ligado só 5 minutinhos, o suficiente para esquentar seu nariz e seu pé para que possa ter uma noite bem gostooooosa....Cochile....ou melhor, durma mesmo bem gostoooooso como se estivesse na Bahia à beira do mar, debaixo de uma sombra bebendo uma água de  côco no canudinho. Depois de 1 hora se for acordada com uma criança com as bochechas vermelhas, gritando, te chutando e te batendo pra vc acordar  e pedindo água....acredite, o cozido está pronto. Sugiro que desligue o aquecedor e venha aqui contar pra gente morrendo de vontade de bater com a cabeça na parede!

Nota pessoal: 1-Acredite...mãe e cochilo só funcionam quando a criança ainda mama ou toma mamadeira mesmo, de madrugada...não confie no seu sono depois de um dia daqueles...cochilinho é coisa pra tirar no sofá....claro, se seu sofá também não for confortável como o meu.....esqueça os cochilinhos....de boa....até celular tem despertador...
2- Aquecedor com timer...se tiver, pode até pensar no tal cochilinho, mas ainda assim, não confie....kkk..mas os danos serão menores.
XOXO

sábado, 12 de junho de 2010

Sentimentos ambíguos de uma criança

Depois de uma semana sem ver o avô, Alice ficou extremamente feliz quando ele veio visitá-la. Pediu a ele que contasse uma história antes dela dormir e depois ele se despediu. Levei-o na porta e voltei para continuar com os procedimentos de pouso da baixinha pela noite. Me aconchego com ela na cama, já de luzes apagadas. Ela, num tom macambúzio começa:
"Mãi, qui pena, o vovô foi emboia e eu nem disse paia ele que eu amavo ele muito..."
"Tudo bem, fiha, amanhã você diz."
"E o meu papai nem chegô ainda pá mi dá um beijinho..."
"Tudo bem filha, quando ele chegar ele vem te dar um beijo."
"Eu tô tão sozinha..."
"Mas, filha, eu estou aqui!" (lógico que eu falei isso entre o riso e a contrariedade!)
"Não, mãe, você num conta... você tá sempi aqui!"

Agora, alguém me explica se isso foi um elogio ou um descaso?rs

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Inveja

Fui buscar a Ana no inglês, ela me contou como foi, o que aprendeu, o que fez... Aquela animação de sempre.
Ficou um tempo em silêncio, refletindo, e acho que caiu a ficha:
-Mamãe, na Inglaterra o bebê já nasce falando inglês?
- Já, Ana.
- Que sorte... E eles vão aprender português?
- Não, Ana...
(Longo silêncio)

A vida realmente não é justa!
Má.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

De martelos a ônibus

Alice tem preferências curiosas: troca qualquer chocolate por um pedaço de tomate ou de milho, só gosta de banho frio, pede martelinho de presente, e, o mais curioso de todos, tem verdadeiro fascínio por ônibus!
E, o mais curioso é que eu nunca andei de ônibus... quer dizer, até andei, mas detesto e tento sempre não andar num deles, se eu puder evitar. Mas o fato é que uma das primeiras palavras que Alice aprendeu a falar foi ônibus (tá, foi algo parecido com isso, talvez "ombinus", mas o conceito era esse, né? E ela já aperfeiçoou a palavra e hoje fala ÔNIBUS com perfeição!) e desde que aprendeu a juntar a palavra QUEIO com aquilo que desejava, diz, sempre que vislumbra um ônibus pelo caminho: "Queio ombinus!"
Uma vez, quando ela tinha pouco menos de 2 anos, decidimos levá-la num ônibus por 2 paradas. Foi um sucesso total! Ela dava gritos de alegria, sorria para todos os passageiros e dava tchau para todos os passantes.
Ontem, ainda na busca do martelinho tão desejado, decidi enfiá-la num ônibus e ir até uma loja de brinquedos educativos. Foram só 3 pontos, mas para ela foi a glória!
Sentou-se toda cheia de orgulho de estar naquele fantástico meio de transporte, e, durante todo o (curto) trajeto, me fitava com os olhos brilhando de alegria!
Chegamos ao nosso destino, visitamos a loja e saímos, sem sucesso na busca pelo martelinho. Ela, tristonha, cabisbaixa, lamentou-se: "Puxa vida, num tinha o matelinho! Tantos binquedus e num tem matelinho! Eu quiio tanto um matelinho!"
Eu, triste por vê-la tão desapontada, expliquei que continuaríamos a procurar o martelinho amanhã, mas que, agora, precisávamos ir para casa.
"Di ônibus, mãi?" perguntou ela, já mais animada.
"Sim, filha, de ônibus, porque?"
"Ahhhh..." exclamou ela contente e sorridente, "intão eu já tô filiz di novu!"
E lá fomos nós para casa!

Essa história ficará guardada para o dia em que, ela, aos 18 anos, me pedir um carro!