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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bota aqui o seu pesinho...

Alice, arteira que só ela, conseguiu torcer o tornozelo. Depois de um dia se recusando a andar, decidi levá-la ao ortopedista. Tirar a radiografia foi uma arte! Mesmo explicando que era só uma foto do pé, ela chorou como se estivessem cortando o pé fora. Mas, tão logo viu a radiografia revelada, decidiu que era muito legal e não parava de mostrar o "pé da A-lice"!
Confirmada a ausência de fraturas, o ortopedista explicou que o tratamento era simples: bastaria mantê-la quietinha e sem pisar sobre o pé torcido por 7 dias, fazendo compressas de gelo 3 vezes por dia. Simples, não?
"Como o senhor sugere que eu a mantenha sem pisar sobre o pé lesionado?" perguntei a ele.
"Basta explicar para ela que ela precisa repousar..." ele respondeu, demonstrando claramente que não tem filhos nem contato com crianças pequenas.
"Ok, e qual é o plano B?" indaguei curiosa.
Ele então explicou que poderíamos imobilizar com uma tala de gesso e uma botinha de gaze. Certamente foi a minha escolha!
E, então, me veio a luz... como convencê-la a ficar quieta para engessar e enfaixar o pé?
"Filha, o tio vai te dar uma botinha super especial!"
"NÃO... não queio!", disse ela, enfaticamente.
"Mas filha, é uma botinha que ninguém mais tem... o Enzo não tem, a Sofia não tem, a Aninha não tem... só a Alice tem essa botinha!!!"
"Aninha não tem?" perguntou, curiosa.
"Não!" respondi.
"Só A-lice tem?"
"Sim!"
E assim, com base no exclusivismo, que eu prefiro não chamar de egoismo infantil, convenci a pequena que ficasse bem quietinha para colocar a botinha. Depois disso foi um tal de mostrar a botinha para todo mundo com empolgação e felicidade!
Mas, nada de andar... simplesmente queria colo e anunciou que "A-lice só coia mamãe!"
Eu já previa 7 dias de sufoco com uma baixinha pendurada que nem brinco no meu colo, o que, certamente, me renderia uma inigualável dor na coluna!
Hoje acordou e pouco depois de trocar a roupa se levantou como se não tivesse com a botinha. Saiu andando, sem nem mesmo mancar. Ao longo do dia ela dançou com a Xuxa, escalou uma estante, subiu e desceu da cama umas mil vezes, e, de quebra, correu!
Acho que o difícil agora será convencê-la, ao final de 7 dias, que precisa tirar a bota!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A mãe que trabalha

Assim que eu soube que a Alice estava a caminho, decidi parar de trabalhar e virar mãe em tempo integral. O que eu nao sabia é que não trabalhar implicaria em tanto trabalho.
Optei por não ter babá. Não que eu seja contra ter babá, mas para mim seria um complemento, para me ajudar nas horas em que eu precisasse fazer alguma coisa inadiável sem minha filha. Mas, na minha cabeça, a idéia de passar o dia num escritório, deixando minha filha na mão de uma outra pessoa, e vê-la apenas por alguns minutos antes de ir para o escritório e depois que eu voltasse, simplesmente não me agradava. E, ainda que eu entenda que isso é necessário para muitas mães, preferi me apertar um pouco, abrir mão de alguns "luxos" para poder estar com ela todos os dias da vidinha dela, afinal, ela só será esse bebê por pouco tempo!
Mas, com essa decisão descobri uma coisa curiosa, as pessoas que não vivem essa realidade tendem a acreditar que mãe que não tem emprego é mãe que não trabalha.
Já perdi a conta de quantas vezes ouvi comentários como: "Você não trabalha? Puxa, que delícia deve ser não ter obrigações o dia inteiro!"
Também já cansei de ouvir o famoso discurso de que a mãe que não trabalha se torna bitolada e só sabe falar de filho, ou pior, que é uma mulher sem independência financeira!
Pois bem, a verdade é que nunca trabalhei tanto. Trabalho 24h por dia e só descanso em raras ocasiões, quando minha mãe me socorre e fica com a Alice por algumas horas para mim. Trabalho na madrugada, trabalho nos finais de semana. Meu expediente, oficial, começa por volta de 7.30h, as vezes até antes disso, e só termina por volta de 20.30h, ou até depois disso. No resto do tempo estou de plantão, e sou mais solicitada do que obstetra que incentiva de parto normal!
No que diz respeito a ficar "bitolada" e só saber falar de filho, bem... realmente não tenho muito tempo de sobra para ler livros e para me atualizar com todas as notícias mundiais. Aliás, nem faço questão, considero que estou em uma licença sabática! Me informo sobre o que me interessa, leio o que estou com vontade, mas não me sinto na obrigação de ler o jornal do começo ao fim! E, realmente, filho é um assunto recorrente no meu dia-a-dia, AINDA BEM! E, na verdade, se bem lembro, minha colegas de trabalho, nos idos tempos de escritório, também tendiam a falar MUITO sobre seus pimpolhos, mostrando trezentas fotos e ligando para eles o dia inteiro... então, acho que o assunto filho ser predominante é um fenômeno materno!
E, finalmente, ouso dizer que nunca aprendi tanto. Nenhum emprego que eu já tive (e acreditem, já tive os empregos mais variados e sempre gostei do desafio de fazer algo que eu nunca tinha feito antes!) me ensinou tanto. Neste meu novo emprego estou aprendendo sobre nutrição, culinária, enfermagem, pediatria, pedagogia, organização de festas, artes plásticas, música, e tantas outras coisas. Sou obrigada, diariamente, a achar soluções para "problemas" novos e das formas mais criativas possíveis.
Por isso, hoje, quando me perguntam se eu trabalho, já respondo logo: "igual uma louca, trabalho MUITO! Mas, não, não tenho emprego remunerado! A minha remuneração é o sorriso diário da minha filha e a certeza de que ela está recebendo a educação que eu desejo para ela..."
Normalmente isso já basta para o meu interlocutor entender a minha mensagem!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O brinco 4....rs...

Esse com certeza é um assunto que rende, e é tão polêmico quanto circuncisão em bebês...
Desde que soube que teria uma menina sabia que ela teria as orelhas furadas e assim como a Jojo sou da política de que se não quer usar brincos ok, não precisa, mas os furos estarão lá caso mude de idéia...
Eu nunca tive a opção de furar ou não a orelha...e na verdade na religião da minha mãe isso é proibido, quando eu decidi que não queria ser da mesma religião que ela (e o resto da família inteira) resolvi furar as orelhas escondida com 12 anos...A primeira vez, pq tive tanto problema com cicatrização que já furei minha orelha 6 vezes...rs...Ao todo 12 furos para só na última tentativa dar certo.
Não queria meeeesmo que minha filha precisasse passar por isso.
E como boa Enfermeira-sangue-de-barata fui eu mesma quem furou as orelhas da Sophia quando ela tinha 2 meses, só depois de tomar a primeira dose da antitetânica.
Se alguém tinha que fazer o serviço que fosse eu, não quis deixar que furassem a orelha dela torta...ou sei lá...na verdade não achei ninguém que soubesse furar...
Mas deu super certo, não teve problema nenhum, eu cuidei direitinho, limpando com álcool 70%, passando pomadinha...tudo que teve direito...
Cicatrizou muito bem e hoje ela adora os brinquinhos dela...
Hoje ela riscou o pé e veio dizer que queria fazer uma tatuagem...(tenho uma amiga que tem no pé)...acho que nem quando ela fizer 18 anos....rs...
XOXO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O brinco 2

Eu também não furei a orelha das minhas filhas quando bebês. A Ana ganhou os brinquinhos, que ficaram guardados. Tive muitas inflamações por conta de furar a orelha, e queria poupar minhas filhas de tal possibilidade. Além disso, acho uma judiação furar orelha de recém-nascido. Além de desnecessário.
Quando a Ana tinha três anos, me pediu para furar orelha. Eu expliquei que doía muito, e tal. Ela continuou pedindo, e eu explicando que seria melhor se ela esperasse. Depois de muita insistência, falei "está certo, vamos furar a orelha hoje!". Ela ficou empolgadérrima. E lá fomos nós pra farmácia. Tadinha, quando o rapaz furou, ela sentiu muita dor, fora o susto da "pistola", e chorou demais! Eu me arrependi e morri de dó, e insisti para que voltássemos outro dia. Ela, do alto de seus três anos e meio me disse "não, mamãe, eu quero furar as duas". As lágrimas escorriam, mas ela sentou quietinha e furou a outra orelha.
Morri de orgulho da determinação da minha menininha!

Mesmo com esta história, não furei a orelha da Carol. Às vezes me dá vontade, mas prefiro esperar o momento em que ela vai querer furar, assim como a irmã vez.
Má.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pitinha fica, mamãi vai!

Alice ainda não entendeu o conceito de integridade física. Constantemente me pede, ao final do banho, que eu tire a cabeça dela, como faço com as bonecas, para tirar a água de dentro. Mas hoje ela se superou...
Ela sempre dorme fazendo carinho numa pinta que tenho no rosto (sempre quis tirá-la, e agora é a coisa mais amada da minha fiha, vai entender!). Hoje estava na casa da avó na hora da soneca e cismou que queria que a avó a colocasse para dormir, mas, exigia que a minha pinta ficasse! Custou muito para que conseguíssemos fazê-la parar de dizer: "Pitinha FICA, mamãi VAI!".
E, sinceramente, acho que ela foi vencida pelo cansaço e não pela compreensão de que é impossível separar a pinta do rosto!

domingo, 13 de setembro de 2009

Alice no país dos idiomas variados

Alice ADORA ouvir pessoas falando em outras línguas. Desde de pequenina que eu a coloco para ver Barney em inglês, e ela até já canta a música da Chuva o seu inglês inventado. Não é raro vê-la andando pela casa em dias chuvosos e cantarolando "uain uain, go uei... pei!".
Além disso já adotou várias das expressões que eu uso com freqüência, como "As if", "Yes!!!!", "cooool". Se ela sabe o significado de cada uma eu não sei, mas sempre as usa nos contextos mais variados!
Agora conseguimos nossa cidadania Italiana. Com isso comecei, como brincadeira, a falar com ela em Italiano. Ela morre de rir. Quando pergunto: "Sei mia picollina meravigliosa?" Ela já abre um sorrisão e sai correndo de farra.
Outro dia estávamos no parquinho aqui perto de casa. Uma senhora chegou com sua netinha pequena, de cerca de 6 meses. Alice logo foi olhar, pois está numa fase "neném" que ninguém segura. Percebo que ela começa a falar alguma coisa para a tal senhora que a coloca sentada no banquinho e conversa longamente com ela. Quando chego mais perto percebo que a senhora estava falando num idioma ininteligível para mim. E Alice respondia sim ou não para cada pergunta dela. Finalmente, tomada pela curiosidade, perguntei para a tal senhora que língua era aquela que falava: "Russo" diz ela... Achei graça, mas nem dei bola.
Pouco depois fomos embora. Coloco Alice no carrinho dela e digo a ela que se despeça da "tia". Ela olha para a senhora e, rindo, diz: "iba"...
Será que aprendeu a falar Russo? Será que isso foi uma tentativa de "spassiba" (aliás, a grafia disso é um mistério para mim, ok?), que é obrigada em russo???
Meu deus... minha filha é um papagaio!rs

Ficando maluca

Estou tão acostumada a mandar a Sophia parar de tirar coisas da boca que esses dias esqueci que tinha dado um biscoito pra ela comer (ela demora tanto pra comer que dá até pra entender porque eu esqueci)e acabei brigando com ela e mandando ela tirar da boca...
Coitada ficou olhando pra minha cara sem entender nada...
Aff...férias djá!
XOXO