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sábado, 22 de agosto de 2009

Correio sentimental...


Confesso que estou achando bem legal essa brincadeira de blog. É bacana pensar no que escrever, ou escrever sem pensar, e dar vida e espaço às idéias meio malucas, meio bobinhas ou completamente nada a ver. Mas o que mais tenho curtido nessa novidade é ler os comentários. O coração até bate mais forte quando vejo que tem algum comentário que precisa ser aprovado! Às vezes é de alguém que eu conheço, mas geralmente eu não sei quem é a pessoa que está ali, deixando a sua opinião. Fico pensando como descobriu o blog, do que está gostando, do que não está, se lê toda semana, se só veio uma vez... Uma viagem!
Arnaldo, até hoje estou esperando pra saber se você gostou ou não de Pequeno Cidadão!
Luciano, que legal você ser pãe!
Kenia e Michele, obrigada pelos comentários do show dos Backyardigans (que, na próxima vez, não perco por nada!)!
Bete, Lourdinha, Raquel, Flávia, Ká, Déa, Fabi, Kelly e Rodrigo, passem sempre!!!
Beijos em todos!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Aquilo que não se guarda...

A tecnologia e a simples invenção de moda nos permitem, hoje, guardar uma enorme quantidade de coisas dos nossos pequenos. Kits para impressão de mãos e pés em relevo, embalagens livres de ácidos para guardar fios de cabelo e dentinhos, tecnologia de vídeo e foto digital para guardarmos imagens em quantidades nunca antes possíveis. Guardamos a voz, a carinha, os trejeitos, as expressões, o que mais pudermos imaginar...
Mas, falta uma coisa. Coisa essa que eu acho que nunca haverá uma forma de guardar, a não ser no fundo na memória de cada mãe. O CHEIRO!
Existe no mundo coisa melhor do que cheiro de filho? E eu não estou falando cheiro de filho recém saído de banho, com cheiro de colônia infantil e sabonetes! Estou falando daquele cheirinho de filho logo depois de brincar no parquinho, ou no meio da noite, quando suou que nem um louco, aquele cheirinho do cangote de filho que se aconchega bem pertinho de nós. Ou o cheirinho do bafinho pouco depois de se acabar num peito cheio de leite.
Desse cheiro, mesmo ainda o sentindo todos os dias, eu já sinto saudade. Ainda espero que antes da minha filha deixar de ter esse cheirinho, eu encontre alguma forma de preservá-lo para todo o sempre. Espero poder, em 10, 20, 30 ou mais anos, abrir um frasquinho e sentir esse cheirinho que me faz tão feliz!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E que venha o Natal...

Ainda estou tentando descobrir em que momento a Sophia, aquele neném fofo se transformou em uma mini criança ainda fofa só que consumista.
Não chegamos naquele grau onde a criança se joga no meio do mercado pedindo pra comprar qualquer coisa que obviamente não precisa.
A moda da pequena consumista é acordar já pedindo * Manu cópi * (SAP: Vamos no Shopping).
Um pequeno exemplo, de quem com 3 anos ainda não fala direito, mas sabe bem o que quer....
Graças a Lolla (do desenho Charlie e Lolla) que às vezes trabalha lá em casa como babá, ela descobriu o Papai * Noiél * (SAP: Noel)...
Nunca quis incentivar, mas é inevitável, e não vou negar que estou até gostando de ter o Bom Velhinho como aliado...(e ele vai ter que rebolar para atender a todos os pedidos dessa menina boazinha aqui...)
Porque na hora que começa a lista de compras básicas urgentes da Sophia aqui em casa que sempre começam com um sonoro * Compa Mamãe! Tiavô-a-mi, tiavô! * (SAP: Compra Mamãe! Por favor pra mim, por favor!) e terminam sempre com bolsa, sapato, vestido, mochila...e que às vezes inclui alguns pedidos do tipo compra o sol pra mim, e compra um nenénzinho pequenininho (aff)...A-Super-Cartinha-do-Papai-Noel-Amigo-das-Mães-E-Aliado-Inseparável é acionada...
Levando em consideração que ela mesma escreve e que se 10 min depois eu pedir pra ela ler o que escreveu ela não vai lembrar....kkkk....Tá valendo...
Acho que não vai funcionar daqui uns anos, e se continuar nesse ritmo estará sendo criada uma monstrinha adolescente...tô perdida!
Como faz falta eles não terem um manual...
XOXO

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O melhor point da night

Muito antes de engravidar eu já tinha cansado da tão famosa "night". A idéia de ficar horas de pé, esperando uma mesa apertada num boteco barulhento não me fazia mais a cabeça. E aí veio a barriga, e depois a minha filhoca.
Como uma "sem babá" e amamentadora em longo prazo, acabei sem opção. Não tinha como sair a noite mesmo que eu quisesse.
No início estranhei. Uma coisa era não querer sair, outra era não poder.
Um dia pude sair. Minha mãe já morando perto podia ficar com a Alice já desmamada. Carta de alforria, pensei.
Só que percebi que o melhor point da night era mesmo a sala de TV, bem pertinho da minha cria. O resto do mundo eu podia ver de dia!
Hoje, quando tenho uma noite "livre", acabo mesmo fazendo um programinha a dois com o meu marido e curtindo cada segundo de ser casada com o pai da minha filha!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Heaven, I´m in heaven


Após 40 semanas de gestação nasce sua filhinha, tão amada, querida, desejada e linda. E aí você descobre que, além de todas estas características, ela tem mais uma: dorme, no máximo, três horas seguidas, e adora acordar as 5 da manhã. Após um ano de muito cansaço e uma crise de labirintite em decorrência da falta de sono, você pensa que já era, que dormir é soooo last season e segue em frente. Dois meses depois você passa sua filha para a caminha e o milagre se faz em sua vida: ela passa a dormir a noite toda. Quando você pensava que nada mais poderia ser tão bom, ela te brinda com um cochilo na rede, em pleno domingo de manhã.

O paraíso. E sem um pingo de padecimento.
Má.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O embalo da babá eletrônica

Muitas mães têm dificuldades de dormir por conta do chiado da babá eletrônica. Acham aquele som de rádio fora da estação insuportável. No caso dos pais isso é uma unanimidade. Mas quase todas as mães acabam se adaptando ao chiadinho e nem o notam mais, só escutam mesmo os deliciosos sonzinhos produzidos pela cria, do outro lado da parede.
No meu caso aconteceu uma coisa muito curiosa. Alice sempre foi muito ruim de cama. Desde a maternidade se mostrou um bebê de sono leve e de ciclos curtos. Acordava à noite com freqüência com fome e eu acabava acordando a noite inteira com ela exigindo minha presença. Com isso a babá eletrônica se tornou uma grande aliada.
Na primeira vez que Alice dormiu longe de mim, na casa da vovó (o que só aconteceu aos 16 meses, quando ela foi desmamada), eu fui para casa muito satisfeita, ainda que saudosa, e pensando como seria bom dormir uma noite inteirinha, sem chiados, sem bebês chorando, sem qualquer coisa para interromper o meu tão sonhado encontro com morpheu!
Chegando em casa botei meu delicioso pijaminha e me aconcheguei na minha cama, aquela mesma que por 1 ano e 4 meses eu sonhei em passar umas 10 horas seguidas. apaguei a luz, me cobri , arrumei meus vários travesseiros e fechei meus olhos... nada... não tinha o que me fizesse dormir. Virava para um lado e para o outro, sem saber porque eu simplesmente não conseguia cair no sono. Até que me veio a luz: faltava o chiado!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Folclore do terror


A turminha da Ana está trabalhando o folclore neste mês. Em teoria, muito legal, mas na prática, um fiasco absoluto.
Me volta a Ana ontem contando uma história sinistra da “lula”-sem-cabeça (tadinha, ela tem bloqueio com isso, rssss), e me contando o que tem que fazer pra matá-la. Contou também que a Cuca fica espiando as crianças de noite, pra roubar e fazer sopa. Contou também algo sobre ter que esconder as unhas da mão ou do pé, mas não consegui identificar qual fofa criatura do nosso folclore iria comer suas unhas, caso ela não fizesse isso.
Ufa!
E aí eu me pergunto- e perguntarei para a coordenadora da escola hoje à tarde: o que as crianças ganham ouvindo estas histórias? Sinceramente... A Ana só ganhou um pesadelo, daqueles de acordar toda suada, essa noite. Mas aí fiquei pensando, nosso folclore é sinistrérrimo, né? Acho que a única figura mais simpática é o curupira, que protege as florestas (apesar de eu sempre ter achado estranho aquele pé pra trás). De resto é boto que engravida mulheres à noite, boi tatá ou whatever, que vai te pegar, a tal da cuca... Que cultura é essa, gente? Depois ninguém entende por que brasileiro aceita tudo. Nossa auto-estima é construída, lá em baixo, desde cedo.
AFFFFF! Tô revoltada.
Má.